segunda-feira, 20 de abril de 2009

OBAMA




Elogiar o Presidente Obama tornou-se, hoje em dia, um lugar comum, e é bom sinal.

E eu, confesso, já tive, várias vezes, a "tentação" de escrever aqui alguns elogios, seja a propósito da postura do Presidente, desde que tomou posse, ou do comportamento, e elegância, daquele casal, que, a meu ver, faz mais pela imagem externa do Estados Unidos do que mil discursos bem escritos.

As recentes decisões, de diminuir as restrições às visitas e remessas, por parte de cidadãos americanos, a Cuba, constituem o motivo deste "post", mais para partilhar dúvidas do que para dar opiniões.

Sei bem que muitos gostariam que Obama terminasse, imediatamente, o bloqueio que foi imposto à ilha, em nome dos melhores princípios, e práticas, democráticos, e eu, que pouco, ou nada, sei de política externa, estou tentado a acompanhá-los nessa "exigência".

Mas, depois de uma pequena reflexão sobre este tema, assaltou-me uma dúvida, que aqui quero expressar:

Com esta sua política de distendimento, progressivo, o seu discurso claro, e nada arrogante, não estará Obama a criar um verdadeiro problema a Raul de Castro, e a Fidel ?

Não se sentirão eles mais "ameaçados" por este tipo de medidas, e comportamento?

Não será esta política gradualista a melhor forma de "obrigar" Cuba a ir introduzindo as transformações, democráticas, que o povo cubano anseia, e merece ?

Eu não tenho as respostas, mas uma coisa é certa:

Cada dia admiro mais o Presidente Barack Obama e a sua mulher, Michelle.

O conceito de "soft power", popularizado pelo académico Joseph Nye, que defende a persuasão através de iniciativas não militares, encontrou, a meu ver, neste casal, o seu melhor símbolo.

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