segunda-feira, 29 de junho de 2009

QUEM AMA CUIDA...


A expressão em título é uma das mais maravilhosas que conheço !
Deparei-me com ela um dia, faz alguns anos, num "outdoor", ao desembarcar no Rio de Janeiro.
Os mais redutores, farão a ligação dessa expressão como um relacionamento amoroso mais íntimo, mas eu, confesso, prefiro atribuir-lhe um significado mais abrangente.
Embora nós, portugueses, tenhamos algum pudor na utilização da palavra, a verdade é que amamos os nossos amigos, a nossa família e, é claro, quando acontece, "alguém em especial".
São tudo formas diferentes de amar, mas nem por isso a palavra adequada, para descrever esse sentimento, deixa de ser Amor.
Por mais estranho que possa parecer, esta tema tem tudo a ver com o Benfica, no meu caso, é claro, porquanto se trata, afinal, de um dos amores da minha vida.
Um amor diferente, é verdade, por mais abstracto, mas nem por isso um amor menor, bem pelo contrário, até porque não existem, a meu ver, amores menores...
E é porque eu também concordo que "quem ama cuida", que não consigo ficar indiferente aos problemas do Benfica, o Clube do meu coração, de quem nunca recebi um cêntimo que fosse, enquanto fui vice-presidente, a quem tudo dou, sem nunca querer nada em troca !
Afinal, o amor é isso mesmo, e eu Amo o Benfica !
O amor, ao contrário da paixão, é racional, mais estruturado, e menos volúvel, pelo que não nos impede de avaliar as diferentes situações, e acontecimentos, numa perspectiva crítica, com o objectivo de nos tornarmos melhores, e mais fortes, no futuro.
E é por isso que discordo dos que, ainda no estado "puro" de paixão, aceitam, de forma acrítica, os comportamentos dos dirigentes do Clube, sejam eles quais forem, numa perspectiva quase "religiosa" do termo, como se quem o dirige não fossem homens, com todas as suas qualidades e defeitos...
Assim como discordo dos que, numa atitude calculista, são apoiantes, de circunstância, de dirigentes de quem discordam, aguardando pela melhor oportunidade para os substituírem...
Eu, que sou agnóstico, acredito nos Homens, como eles são, com as suas virtudes e os seus defeitos, mas, porque não são "divindades", entendo que devem estar sujeitos á crítica, sobretudo quando servem causas públicas.
Até porque, afinal, exercem os seus cargos por opção, para realização do seu "ego"...
Quem quer o mediatismo de ser dirigente do Benfica, tem que se saber sujeitar á crítica e aceitar as diferenças de opinião, sobretudo quando são expressas de forma séria, honesta e educada !
Se não tiverem essa capacidade, não estão á altura do exercício do cargo !
E nem preciso dizer, face ao que precede, o que penso sobre o comportamento do actual presidente do Clube, e de muitos que o acompanham...
Mas quero deixar bem claro que, é porque eu acredito que "quem ama cuida" que não fico, nem ficarei, nunca, á margem dos problemas que afectam o Benfica !
Eu lutei contra a gestão de Vale e Azevedo, por convicção, e, infelizmente, não me enganei !
Mas éramos tão poucos...
Lamento dizê-lo mas, não são muito diferentes os motivos que agora me levam a discordar da gestão de Vieira, dos quais destaco, o desrespeito pelo Clube, seus associados e simpatizantes...
O meu Benfica é um clube democrático e pluralista, ou seja, tudo aquilo a que não temos assistido nos últimos anos...
E é por isso que eu não posso aceitar o comportamento, autista, do actual presidente !
E muito menos o populismo, demagógico, expresso no seu discurso...
Apoio, e votarei, Bruno de Carvalho, e a Lista B, mas quero deixar bem claro que, se perdermos, continuarei a bater-me por uma alternativa á gestão, de Vieira, e o que ela personifica !
E fá-lo-ei por convicção, e por Amor !
O Meu Benfica merece !
Afinal, "quem ama cuida"...!

domingo, 28 de junho de 2009

A MORTE AOS 50 ANOS

Morreu Michael Jackson !
Considerado, por muitos, o Rei da Música Pop, foi um extraordinário cantor e artista, que marcou uma época.
Algumas das suas opções de vida, e o seu alegado envolvimento sexual com menores, levaram-me a não ter muita simpatia pelo homem, embora reconhecendo as suas qualidades artísticas.
Por isso este meu pequeno tributo á memória de um artista que chegou a emocionar-me com algumas das suas canções...
Que descanse em Paz !

sábado, 27 de junho de 2009

UM COMENTÁRIO

Quem me conhece sabe que sou de fortes convicções e defendo os meus pontos de vista, de forma veemente, mas tenho um profundo respeito por todas as opiniões, desde que expressas de forma sincera, educada e honesta.
Mão amiga fez-me chegar, via Internet, uma cópia do artigo escrito pelo meu amigo João Carvalho, num jornal que não consigo identificar, intitulado "Vieira - A vitória de Pirro".
Bem escrito, como sempre, o João alia essas enormes qualidades de ser um homem culto e escrever bem, o artigo aborda a forma, pouco digna, como Vieira antecipou as eleições, dá como garantida a sua vitória, refere a candidatura de Bruno de Carvalho e termina lamentando o peso dos simpatizantes sportinguistas na estrutura do Clube.
Devo dizer que, em vários aspectos, concordo com a análise de João Carvalho e até entendo a sua benevolência para com Luís Nazaré e Fernando Seara, benfiquistas que conheço, e respeito, mas cujo alinhamento com Vieira ultrapassa a minha capacidade de compreensão...
Mas o motivo deste meu comentário tem a ver com o modo como o João se refere á candidatura de Bruno de Carvalho, de quem sou apoiante.
O João e eu sabemos, as conversas que tivemos a propósito das eleições do Benfica e estou certo de que me perdoará que lhe diga que considero de muito mau gosto a tentativa de desvalorização da candidatura de Bruno de Carvalho. Não lhe fica bem, e o Bruno não merece !
Conheço, e respeito, a opinião do João, relativamente ao "Movimento Benfica Vencer Vencer", embora, ao contrário dele, entenda que se trata de uma plataforma que aglutina benfiquistas com visões absolutamente diferentes sobre o que deve ser o Benfica do século XXI e que encontram na oposição a Vieira, mais do que num projecto sólido e sustentado, o seu principal pólo aglutinador.
Aliás, e por amor á verdade, que o João bem conhece, devo dizer que, se não existiram conversações entre o Bruno e os responsáveis do Movimento, essa responsabilidade não cabe ao Bruno, bem pelo contrário, e o que se passou em nada dignifica quem tem a pretensão de liderar um projecto aglutinador...
O João refere, no seu artigo, a possível candidatura de José Eduardo Moniz, que considera como potencial ganhadora, e eu concordo, dizendo não compreender o seu recuo na hora H, e referindo que talvez ainda estejam por conhecer, em toda a sua extensão, os motivos da sua desistência.
A este propósito quero dizer, e estou certo de que o João não me levará a mal, que o que me surpreenderia era a aceitação de Moniz, nos termos em que a questão foi colocada.
Sem querer entrar em pormenores, devo dizer que estava ao corrente, desde cedo, dos contactos com José Eduardo Moniz, no sentido da sua candidatura, por iniciativa de dois amigos dele, que nada tinham que ver com o Movimento.
A iniciativa de convidar Moniz para ser o candidato do Movimento, protagonizada por José Veiga, estava, a meu ver, condenada á partida, porquanto, seria impensável que Moniz pudesse aceitar candidatar-se com um programa que não seria o seu, e "colado" a uma plataforma que, embora ampla, está longe de ser consensual, porquanto cimentada na oposição a Vieira, mais do que em projectos alternativos, concretos, para o Benfica do futuro.
Acredito que José Eduardo Moniz será um futuro candidato á presidência do Benfica, mas sê-lo-á com um projecto próprio e com uma equipa por si escolhida.
Mas, até lá, o Benfica vai ter eleições e o Bruno de Carvalho é o candidato da oposição a Vieira.
Mas é mais do que isso !
É benfiquista, jovem, sério, culto, educado, com boa formação pessoal e profissional e possuidor de um "curriculum" invejável para a sua idade.
É ambicioso, e isso é bom, porque tenho a convicção de que a sua ambição é saudável, e sei do seu profundo desejo de recolocar o Benfica no lugar que lhe pertence, no panorama desportivo nacional.
A sua juventude poderá levá-lo a cometer erros, mas, será bom reconhecermos que, nem por serem mais velhos, os mais recentes presidentes do Clube deixaram de fazer asneiras, e algumas bem grossas, e o futuro do Benfica passa, afinal, pelo aparecimento de gente nova.
E é por isso que eu não consigo entender a posição do Movimento, nem posso concordar com o meu amigo João Carvalho, relativamente á candidatura do Bruno.
Sejamos claros : Bruno de Carvalho é a oposição, nestas eleições, a Luís Filipe Vieira, e ninguém pode, ou deve, arrogar-se de superioridade moral para denegrir, ou diminuir, a sua candidatura.
Por mais conhecidas, e reconhecidas, que sejam as pessoas que integram o "Movimento Benfica Vencer Vencer", a verdade é que não foram capazes de apresentar uma alternativa eleitoral, apesar de, como o João refere no seu artigo, e eu confirmo, haver pessoas que, como ele, já haviam antecipado o cenário de eleições antecipadas, no qual eu, confesso, nunca acreditei.
Mas dizerem, como diz o João no seu artigo, que a candidatura do Bruno é ideal para Vieira, porque "até simula que esta é a lista da oposição", não só não é correcto, como desrespeita todos os que, como eu, apoiam a candidatura.
Oposição é, por definição, opor-se, estar contra, e o Bruno, e os que o acompanham, opõem-se e estão contra o modo como o Benfica tem sido gerido. E eu, que sou seu apoiante, não reconheço a quem quer que seja o direito de se considerar mais benfiquista do que eu, incluindo os meus amigos, que muito estimo e prezo.
Com o devido respeito pelo João e por todos o que integram o Movimento, não existem benfiquistas de primeira e de segunda, assim como não existem opositores de primeira e de segunda.
Não sei qual será a posição do Movimento em matéria de voto, no próximo acto eleitoral, mas não me surpreenderá se optarem por não recomendar o voto na candidatura do Bruno, como pareceria natural...
Sou sócio do Benfica há 40 anos e conheço "o que a casa gasta" em matéria da suposta superioridade "benfiquista" de alguns, umas vezes com razão, outras nem tanto, como me parece ser este o caso.
Afinal, o Movimento tem no seu seio pessoas que descobriram a sua "vocação" benfiquista numa fase bem adiantada da sua vida, e nem por isso deixa de congregar á sua volta benfiquistas de sempre, que fazem a sua, intransigente, defesa, como é o caso do meu amigo João Carvalho ...
O Bruno, ainda que como sócio correspondente, o que é natural, para quem vive a 300kms de Lisboa, quis ser sócio do seu Clube do coração e não se lhe conhece nenhuma fraqueza em relação ao nosso principal rival, apesar de residir no Porto.
E isso é algo de que algumas figuras mediáticas do Benfica, incluindo Vieira, não se podem vangloriar...
Termino com uma afirmação clara e inequívoca:
A oposição á actual gestão do Benfica e a Luís Filipe Vieira é protagonizada por Bruno de Carvalho e pela lista B !
O resto são manifestações de intenções, que muito prezo, mas não vão a votos...
Vieira escolheu, curiosamente, o lema para a sua candidatura que foi adoptado por Luís Tadeu, cuja lista tive a honra e o privilégio de integrar, quando concorremos contra Vale e Azevedo.
Resta-me desejar que o seu resultado final seja igual ao nosso, pois tenho certeza de que o Benfica sairá vencedor !

DESRESPEITO


O contrato que a SAD do Benfica acaba de assinar com a Sagres, por um período de 12 anos, por cerca de 40 milhões de Euros, exemplifica o modo como Luís Filipe Vieira tem tratado os assuntos do Benfica.
Formalmente, e porque o contrato é com a SAD, não existe obstáculo á assinatura, pois os dirigentes estão em funções e no exercício do seu mandato. Contudo, e como é frequente, Viera “esqueceu-se” que o Sport Lisboa e Benfica é o principal accionista, e que o administrador que representa o Benfica está demissionário, tal como ele.
Neste contexto, a assinatura do contrato é ilegítima e configura mais uma, das muitas, faltas de respeito ao Clube aos seus associados.
Mas, independentemente da legitimidade, ou não, para assinar o contrato, a sua duração pode, e deve, ser questionada.
Doze anos é uma “eternidade”, e com a velocidade a que temos assistido ás transformações no mercado, não é razoável que se assinem contratos cuja duração ultrapasse os 5 anos, tanto mais que o mandato dos actuais administradores está a terminar, e cada mandato dura 3 anos.
Contrariamente ao discurso oficial, a prática da actual administração da SAD não dá garantias de que os fundos originados pelo “desconto” deste contrato possam ser bem aplicados, pelo que a única coisa que podemos tomar como certa é a antecipação de receitas, o que não sendo uma novidade no Clube, tem conduzido aos resultados que todos conhecemos…
Como benfiquista, considero chocante a assinatura deste contrato, em véspera de eleições, e espero que os sócios penalizem, adequadamente, nas urnas, estes dirigentes, cuja conduta não honra o Sport Lisboa e Benfica.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ELEGIBILIDADE E ESTATUTOS


"Não tenho comentários a fazer. Tenho um ligeiro reparo: numa matéria tão importante como esta não ponderaram bem, não viram bem os estatutos do Benfica", referiu Bruno Carvalho em declarações à Lusa, escusando-se a comentar se irá avançar com qualquer medida pelo facto de Manuel Vilarinho ter aceite a candidatura de Luís Filipe Vieira, que o candidato da lista B entende ser inelegível.
Em causa estará, segundo o director do Porto Canal, a demissão em bloco dos órgãos sociais - que levou à antecipação das eleições para 3 de julho -, devido a uma "estratégia pessoal e eleitoral", o que contraria os estatutos do clube.
Na 3.ª feira o presidente da AG, Manuel Vilarinho, comunicou através do "site" do Benfica que o acto eleitoral se manteria a 3 de julho e que rejeitava "liminarmente a participação disciplinar" apresentada por Bruno Carvalho.
(Jornal Record, Edição "online" de Quarta-Feira, 29 de Junho)
Era a decisão que se esperava, o que não quer dizer que Bruno Carvalho não tenha razão, bem pelo contrário.
Mas ninguém acreditaria que Manuel Vilarinho pudesse agir de forma diferente, nem o Bruno, tanto mais que estava a ser juiz em causa própria...
Considero, por isso, este assunto, formalmente, encerrado, o que não significa que não deva ser objecto de profunda reflexão, que eu advogo.
Quando as pessoas eleitas para os Órgãos Sociais, não sabem, ou não querem, comportar-se de acordo com as exigências, e dignidade, do cargo que exercem, é preciso encontrar mecanismos de reposição da legalidade, sem o recurso aos tribunais.
Quem recorre, como se viu no caso da recente providência cautelar, fica sempre em situação difícil perante os sócios, por maior que seja a razão que lhe assista, e sujeita-se, até, a ameaças...
Aliás, esta coisa das ameaças começa, perigosamente, a fazer "escola" no Benfica...
E é por isso que entendo ser necessário enquadrar, e resolver, esta questão, no âmbito da próxima revisão estatutária.
Defendo que o órgão a quem compete avaliar o cumprimento dos Estatutos, bem como as questões disciplinares, um "Conselho Superior de Disciplina", deveria ser eleito em lista independente, segundo o método proporcional, de modo a garantir a sua independência.
Se algo resultou muito claro do mandato de João Vale e Azevedo, e deste mandato de Luís Filipe Vieira, é que os actuais estatutos não consagram, adequadamente, a defesa dos direitos das minorias, nem previnem abusos de poder, e faltas de respeito, ao Clube e aos seus associados.
A pluralidade no Benfica tem de ser assegurada estatutariamente, e o desrespeito dos estatutos, adequadamente punido.
Ninguém é maior do que o Benfica, seja associado ou dirigente, e só na garantia do respeito pelos seus estatutos, e pelas opiniões de todos, será possível honrarmos os seus fundadores, e a divisa por eles adoptada:
"ET PLURIBS UNUM" !

terça-feira, 23 de junho de 2009

DISCUTA-SE O BENFICA






Após um confuso período pré-eleitoral, são conhecidas as listas candidatas aos Órgãos Sociais do Benfica.
O que se passou nos últimos meses merece, a meu ver, ser analisado com alguma profundidade, porquanto é revelador do "estado de espírito" dos benfiquistas...
Em período pré-eleitoral, tivemos de tudo, acusações, insultos, má educação, faltas de respeito, mentiras.... Pelo meio, algumas verdades, e muito poucas ideias...
Mas o momento agora é de eleições, pelo que o diagnóstico terá de ficar para outra oportunidade.
Conhecidos que são os candidatos, é tempo de discutirmos o Benfica !
Como vêem os candidatos o papel do Benfica na Liga ? E na Federação ?
Que propostas, fundamentais, preconizam, para a alteração dos Estatutos do Clube ?
O que pensam sobre a integração da Benfica Estádio na SAD ?
Que modelo de relacionamento preconizam, entre o Clube e a SAD ? E com as restantes sociedades participadas ?
Que futuro defendem para as modalidades amadoras do Clube e como se propõem financiá-las ?
A estas, e outras, questões devem os candidatos responder de forma clara, pois é por aí que, salvo melhor opinião, passa o futuro do Benfica.
Bruno de Carvalho, de quem sou apoiante, tem o dever de não se deixar envolver em questões menores, tão a gosto do actual presidente, demissionário, e de ser muito objectivo na apresentação das suas propostas.
Clareza e objectividade é o que os sócios do Benfica têem o direito de exigir aos candidatos, no respeito pelas ideias de todos.
O Benfica do século XXI terá de ser muito diferente daquele que conhecemos, em matéria de organização, gestão e competitividade, para reconquistarmos a glória do passado, mas o amor dos sócios ao Clube, o espírito de servir, desinteressadamente, e o orgulho de ser benfiquista, terão de permanecer os mesmos.
Os candidatos têem o dever de Honrar o Benfica e os seus fundadores, nesta campanha eleitoral, comportando-se com elevação e sendo claros nos seus propósitos.
Esse será, não tenho dúvida, o comportamento de Bruno de Carvalho, a quem quero desejar uma Boa Campanha, e daqui enviar um Forte Abraço !

INQUALIFICÁVEL...




Este é o "TRIPÉ DA ÉTICA" !
E vale a pena analisar o artigo de José Manuel Delgado, na edição de ontem do jornal "A Bola", sob o título " "Felipes" do séc XXI em nova tentativa de tomada do poder", á luz deste tripé.
"Fontes altamente colocadas no clube da Luz contaram a "A Bola" pormenores(...)", começa por escrever Delgado, para relatar uma tese cabalística, envolvendo a Prisa e a Mediapro, ambas empresas espanholas, a Cofina, a Olivedesportos, a TVI, "um grupo asiático, com ligação indirecta a Stanley Ho" e "um outro grupo angolano".
A ponta deste "iceberg" seria, segundo o articulista (ou as fontes altamente colocadas?) José Eduardo Moniz, para a realização de uma "complexa operação" que "visava direitos televisivos". "Privatização" da SAD seria o passo seguinte.
Explanada a teoria, conclui Delgado:
" Neste momento, algumas coisas parecem absolutamente claras:
a) A enorme apetência pelos direitos televisivos do Benfica;
b) A vontade da Cofina em entrar na TVI;
c) O interesse no negócio da Prisa/Mediapro;
d) Um projecto bem articulado, que entregara a marca Benfica maioritariamente aos espanhóis e possibilitaria a venda da SAD a investidores externos.
As fontes contactadas por "A Bola" garantem (...) ainda há mais pormenores que poderão vir, em breve, a lume."
Para quem conhece um pouco da História de Portugal, Vieira seria Dom João IV e José Eduardo Moniz, Miguel de Vasconcelos, digo eu...

Tentou, Delgado, ouvir a opinião dos visados antes de escrever este artigo ? Não acredito !
Tentou, Delgado, conseguir que essas "fontes altamente colocadas no clube da Luz" dessem a cara e assumissem a responsabilidade pelas acusações ? Não acredito !
Tentou Delgado averiguar, porque razão foram os "direitos televisivos dos jogos do Benfica, vendidos à Olivedesportos até 2013, pela "irrisória" quantia de oito milhões de euros por época"? Ou o que fizeram os dirigentes do Benfica para corrigirem a situação ? Não acredito !

O RESPEITO pelos leitores do jornal obrigava José Manuel Delgado a separar o que é a sua opinião da que foi expressa pelas suas "fontes", para podermos saber quem pensa o quê, e isso ele não fez !
A HONESTIDADE obrigava Delgado a indicar, quem é que considera que, "algumas coisas parecem absolutamente claras", se ele, se as suas fontes, e isso ele não fez !
A INTEGRIDADE, teria obrigado José Manuel Delgado a uma total isenção no tratamento desta matéria, e isso ele também não fez !
Devo confessar que, não me espanta o aparecimento deste artigo, nesta altura, e ainda menos que tenha sido escrito por quem foi...
Tenho memória, e lembro-me dos escritos de José Manuel Delgado, então no jornal Record, durante o consulado de Vale e Azevedo, mesmo quando já era evidente um conjunto de irregularidades...
No "TRIPÉ DA ÉTICA" que deveria nortear o comportamento de todos, incluindo os jornalistas, existe muita gente que não se aguenta de pé...

PS: José Eduardo Moniz fez saber que vai processar o Jornal " A Bola", o seu director e José Manuel Delgado, devido á publicação do artigo. Era de esperar...

domingo, 21 de junho de 2009

RAMIREZ


Já aqui escrevi, quando da sua contratação, que o Benfica contratou um excelente jogador.
Quem tiver dúvidas, basta acompanhar a selecção brasileira, na Taça das Confederações, da qual Ramirez se tornou titular.
Esperemos que se adapte fácil e rapidamente !
Parabéns ao Rui Costa, pela contratação, ainda antes de o jogador ser seleccionado !
Contrariamente ao que é costume, um excelente investimento, que cabe a Jesus rendibilizar...!

CONTRAPONTO...


Quem teve oportunidade de ouvir José Eduardo Moniz, explicando porque decidiu não ser candidato nas próximas eleições, e depois leu as declarações de Luís Filipe Vieira ao jornal "A Bola", para "responder" e falar de outros temas, percebeu a enorme distância que os separa.
Moniz, educado, esclarecedor, explicou os seus motivos, e desejou felicidades ao vencedor.
Viera, como sempre, mal educado, deselegante, atacou Moniz, fez insinuações, e atreveu-se, até, a deixar entender que os Órgãos Sociais do Benfica vão analisar as declarações de Moniz, com vista a uma eventual sanção.
Vieira não tem emenda !
A entrevista de Vieira é um "primor" ! Tem de tudo !
Má educação, falta de respeito pelos sócios do Benfica que se lhe opõem, desrespeito à verdade, insinuações e, para ficar completa, ameaças.
Não adianta, sequer, responder a cada um dos ponto da entrevista, o que tornaria a resposta longa, e fastidiosa.
Mas vale a pena lembrar que as contas do Benfica começaram a ser auditadas desde o tempo de Manuel Damásio, e continuaram a ser com Vale e Azevedo, mas nem por isso os sócios tinham conhecimento da real situação financeira do Clube. Bem pelo contrário...
Admito que Vieira desconheça vários aspectos da vida do Clube, do qual sempre esteve afastado, até ser seu dirigente, mas tem, nos Órgãos Sociais, várias pessoas que o podem elucidar...
E quero deixar registado, antes de terminar, que Vieira acha que Vale e Azevedo "assumia os buracos às claras" ! Em contraponto com outros presidentes...
Com o tempo, Vieira tem vindo a revelar a sua verdadeira personalidade, e carácter...
Tem quem goste, mas Vale e Azevedo também tinha muitos apoiantes....

sexta-feira, 19 de junho de 2009

JOSÉ CALVÁRIO


Morreu o José Calvário !
Após um logo período de internamento, o Zé encontrou, finalmente, o descanso que merecia.
Os elogios, como músico e como maestro, não irão faltar nas horas que se seguem, e eu nada poderei acrescentar. Resta-me poder continuar a deliciar-me com os seus discos...
Lamento a perda do Amigo, e quero deixar as minhas condolências á família !
Para ti Zé, onde quer que estejas, descansa em Paz !

EXCELENTE !


O discurso de José Eduardo Moniz, na conferência de imprensa em que anunciou a sua decisão de não se candidatar à presidência do Benfica, foi uma lufada de ar fresco, nesta campanha pré-eleitoral. Foi um discurso de um verdadeiro Presidente!
Moniz foi claro, incisivo, explicou os fundamentos da sua decisão, de forma educada, sem tibiezas, e admitiu a possibilidade de uma futura candidatura.
Para quem pudesse ter dúvidas, José Eduardo Moniz deixou bem vincado o seu benfiquismo, e demonstrou ter todas as condições para poder vir a ser um grande Presidente do Sport Lisboa e Benfica.
Com a antecipação das eleições, perdeu-se um grande candidato, mas o Benfica ganhou, seguramente, um futuro Presidente.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

JOSÉ TORRES, O BOM GIGANTE


Li a notícia no jornal "A Bola" e nem queria acreditar !
O Sport Lisboa e Benfica não se fez representar na homenagem a José Torres, uma das "velhas glórias" do Clube, que teve lugar em Tomar, e que contou, entre outros, com a presença do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, dos seus ex-companheiros Toni e António Simões, bem como de Hilário, "velha glória" do Sporting e da selecção nacional.
A Federação, num gesto que quero saudar, arrematou a escultura "Bom Gigante-Memória que Pensa", da autoria do escultor José Coelho, por € 2.500, num leilão que se destinava a auxiliar José Torres, debilitado com a doença de Alzheimer.
Coitado do Bom Gigante, que logo havia de atravessar esta fase da sua vida num período em que, quem manda no Benfica não tem nenhum respeito pela sua História, apesar dos discursos em sentido contrário...
Infelizmente, esta ausência só é de estranhar se nos esquecermos que, ao fim de seis anos desta presidência, a história do Clube continua " encaixotada", apesar dos milhões de euros desperdiçados em contratações, e indemnizações...
O tempo que Vieira gastou em declarações, para justificar a sua condição de sócio do Futebol Clube do Porto, há 24 anos, e a considerar-se ofendido por muitos que, como eu, duvidam do seu amor ao Benfica, teria sido mais bem empregue na presença nesta homenagem, a um enorme jogador e grande Homem, que devia merecer mais respeito, por parte de quem, transitoriamente, está encarregue de representar o Benfica, e os benfiquistas.
Durante muito tempo, Portugal só foi conhecido, no estrangeiro, pela Amália, pelo Benfica e pelo Fado.
Permitam-me, então, que usurpe, e transforme, uma frase do "velho" Alfredo Marceneiro, para, em conclusão, dizer o seguinte:
Não é benfiquista quem quer ! Só é benfiquista quem sente !

MAS QUEM É ESSE SENHOR NAZARÉ ?...

A frase em título não é minha ! Por mais incrível que possa parecer, foi utilizada pelo, então, director-geral da SAD do Benfica, hoje presidente do Clube, para se referir ao, então, presidente do Conselho Fiscal do Benfica, Luís Nazaré, acusando-o de, como desconhecido, tentar promover-se á custa do Clube...
Vale e Azevedo perdera as eleições, Vilarinho era o presidente da direcção, e Paulo Olavo Cunha, a quem Vieira chamou "papagaio", o presidente da Mesa da Assembleia Geral.
Vieira acabara de chegar ao Clube, vindo do Alverca, e regressava de uma viagem ao Brasil, com Victor Santos, onde tinham ido contratar Roger, uma das contratações mais caras, de sempre, apesar de o Clube não ter dinheiro para "mandar cantar um cego"...
Para os que não têem memória, vale a pena relerem os jornais da época, com Victor Santos a referir-se a Vieira como um Ferrari, e a Vilarinho como um Fiat 600, com os promotores da candidatura de Vilarinho em guerra aberta, a propósito da construção do novo estádio, a que se opunham, numa primeira fase, entre outros, Manuel Vilarinho, Luís Nazaré e João Carvalho...
Eu, tal como Fernando Seara, também sou benfiquista, e tenho memória, só que a minha memória é menos selectiva...
Neste contexto, confesso, fiquei surpreendido com o apoio de Luís Nazaré a Luís Filipe Vieira, mas, como não podia deixar de ser, não é por discordar da sua opção que deixo de ter, por ele, o mesmo respeito, e consideração, que é muito.
Mas se é verdade que fiquei surpreso com a notícia da inclusão de Luís Nazaré na lista de Vieira, não é menos verdade que fiquei feliz com a notícia da exclusão de Manuel Vilarinho.
Manuel Vilarinho ultrapassou todos os limites do razoável, enquanto presidente da Mesa da Assembleia Geral, e a sua tentativa de "emendar a mão", face a declarações inconcebíveis, em entrevista á TVI24, raiou o patético...
Se foi esse o motivo que levou Vieira a deixar cair Vilarinho, esteve bem !
Só espero que não esteja a pensar nele para outro lugar, na SAD do Clube, o que seria uma verdadeira ofensa aos benfiquistas...
A escolha do substituto é muito boa, e nunca é tarde para reconhecer a Luís Nazaré os seus, indiscutíveis, méritos. Mas se bem conheço os protagonistas, será "sol de pouca dura"...
Vieira teve o "mérito" de despertar vários sectores do Benfica para o que se está a passar no Clube, e quaisquer que sejam os resultados das eleições, nada voltará a ser como dantes...
Como, muito bem, diz Leonor Pinhão, na sua coluna, no jornal "A Bola", Vieira pode estar certo de que, se ganhar as eleições, contará com uma verdadeira oposição, que nunca teve, e eu acrescento, sempre que as suas propostas, ou decisões, lesem os interesses do Sport Lisboa e Benfica, para benefício de quem quer que seja, incluindo a SAD.
Se Vieira convocou eleições antecipadas, porque já não aguentava a "instabilidade" que lhe causavam uns quantos jantares de benfiquistas, é melhor arrepiar caminho, para não ter que recorrer ao "conselho médico", para justificar a ausência em futuras Assembleias Gerais...

JESUS...


Jorge Jesus é o novo treinador do Benfica !
Assim sendo, é o meu treinador, porquanto sempre tive o hábito de apoiar os treinadores que chegam, até prova em contrário...
Excepção feita ao "repetente" Camacho, que já conhecia, e que só o relacionamento com Vieira permitiu o regresso à Luz, num contexto que não honrou o Benfica, e muito menos o seu presidente...
Não gostei, confesso, da rábula em volta da vinda de Jesus, com comunicados para lá e para cá, desmentidos inconcebíveis e declarações a raiar o patético...
Mas gostei das primeiras declarações do treinador. É para ganhar, e ponto final !
Até pode ser que não seja, mas eu já estava farto do discurso do "vamos tentar fazer o nosso melhor"...
Numa coisa Jesus já ganhou á "legião estrangeira" de treinadores do Benfica, num passado recente: Assume, de peito aberto, que está no Benfica para ganhar, para ser campeão !
E acredito que Jesus será capaz de transmitir essa mesma força e convicção aos seus comandados, o que já é meio caminho andado para o sucesso...
Naturalmente que lhe desejo a maior sorte do mundo !
Só que o Benfica é uma realidade muito complexa, e não deixou de ser interessante verificar o modo como Vieira colocou em "xeque" Rui Costa, ao afirmar que o treinador já devia ter sido contratado na época passada. Subtil, mas nem por isso menos demolidor !
Ao melhor estilo de Vieira...
Quero, no entanto, sublinhar que, Bruno de Carvalho tem razão quando diz que Vieira não tinha legitimidade para contratar um novo treinador a 20 dias das eleições, nem para demitir aquele com quem tinha contrato, e tinha de indemnizar, quando já tinha solicitado, aos seus pares, uma solidária, e injustificável, demissão em bloco...
Assim como tem ainda menos legitimidade para firmar, com Jorge Jesus, um contrato por dois anos, com mais um de opção, sobretudo quando já se sabe que, um dos candidatos já tem treinador escolhido, concorde-se, ou não, com a escolha...
E se Bruno de Carvalho ganhar as eleições ? Será que Vieira paga, do seu bolso, a indemnização a Jorge Jesus ?
Mas vou ainda mais longe.
Desde que Vieira entrou no Benfica, nenhum treinador "aqueceu o lugar" por mais de um ano, nem os seus amigos Jesualdo Ferreira, recomendo aos benfiquistas a leitura das suas declarações, á época, e Camacho.
Pelo que se torna legítima a pergunta:
E se Jorge Jesus não tiver sucesso, longe vá o agoiro, quem paga a indemnização ?
Já afirmei, por várias vezes, que gostaria de saber quanto custou Vieira, ao Benfica, em indemnizações de treinadores, mas parece ser um segredo dos deuses...
Eu, que sou agnóstico, e não acredito em milagres, desejo a Jorge Jesus as maiores felicidades, o seu sucesso será a nossa alegria, mas não posso deixar de o avisar que um dos seus principais obstáculos será o comportamento de quem o acabou de contratar...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O MOVIMENTO E A CANDIDATURA

Acolhi, com agrado, o aparecimento do Movimento "Benfica, Vencer, Vencer", enquanto plataforma congregadora daqueles que entendem que, o caminho seguido pelos actuais dirigentes, agora demissionários, não serve os interesses do Clube.
Esperava, pois, desse Movimento, uma atitude agregadora e um posicionamento claro, relativamente à estratégia e objectivos que se propunha atingir, o que não veio a acontecer.
Normalmente, o aparecimento destes Movimentos, ou Plataformas, tende a surgir associado a um grande desígnio, ficando-se com a ideia de que, neste caso, esse grande desígnio é a derrota de Luís Filipe Vieira, o que é, a meu ver, manifestamente insuficiente.
Quando da presidência de Vale e Azevedo, estive entre os fundadores do Movimento de Cidadania Benfiquista, cujo objectivo principal era restaurar a legalidade no Clube, e criar as bases para o aparecimento de uma candidatura sólida, quer do ponto de vista programático, quer das pessoas que a corporizavam.
A apresentação, extemporânea, da candidatura de Manuel Vilarinho, apoiado por alguns dos integrantes do Movimento, acabou por colocar em causa toda a estratégia seguida, e se é verdade que ganhou as eleições, não é menos verdade que, rapidamente, se evidenciaram as contradições e divergências, entre os seus promotores.
O Movimento de Cidadania Benfiquista acabou, como se recordam, por não apresentar nenhum candidato, e dar o seu apoio, antes do acto eleitoral, á candidatura de Manuel Vilarinho.
Afinal, o mais importante, como se veio a confirmar, era afastar João Vale e Azevedo, e muitos dos seus acompanhantes, da gestão do Clube. Mas era evidente a falta de uma estratégia, para ultrapassar a crise em que o Clube se encontrava mergulhado, tendo-se sucedido as desavenças, entre os principais promotores da candidatura e alguns dirigentes, da qual se destacou a polémica em torno da construção do novo estádio.
E foi nessa época, convém relembrar, que um dirigente da SAD do Clube, integrante do grupo promotor, que mais tarde viria a ser eleito presidente, apelidou de "papagaio" o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica...
O Movimento "Benfica, Vencer, Vencer" surge num contexto diferente, apesar de eu considerar que, em muitas matérias, existe uma perigosa aproximação aos comportamentos, e métodos, utilizados por Vale e Azevedo, mas os problemas para os quais deverá apresentar soluções, não diferem, substancialmente, daqueles que o Movimento de Cidadania Benfiquista teve que enfrentar.
Afinal, continua a ser necessário definir que Benfica queremos, fixar objectivos e metas, a curto e médio prazo e escolher as estratégias mais adequadas. Os problemas financeiros do Benfica continuam a ser preocupantes e é arrepiante a ausência de uma estratégia para o futebol, de cujo sucesso depende a recuperação financeira.
O convite agora dirigido a José Eduardo Moniz, para liderar uma lista, em nome do Movimento, como foi noticiado, parece fazer todo o sentido, mas é preciso que se conheça o enquadramento.
Entre os benfiquistas que integram o Movimento, alguns deles amigos que muito prezo e respeito, existem diversas "sensibilidades", que se consubstanciam em formas diferentes de avaliar o papel do Benfica, quer na sociedade, quer no desporto português, com perspectivas diferentes sobre o que deve ser o futebol do Clube e até o seu ecletismo. Assim como existem incompatibilidades pessoais que, pese embora o facto de conseguirem ser minimizadas, ou ultrapassadas, no âmbito do Movimento, não deixarão de se evidenciar quando da formalização de uma candidatura e da formalização dos objectivos que lhe estão subjacentes.
Conhecedor de que é sempre mais fácil congregar vontades em volta do descontentamento, do que construir alternativas sólidas, entendo que é importante, e se torna urgente, que o Movimento dê a conhecer as condições em que foi feito o convite.
Importa saber se José Eduardo Moniz terá total liberdade para escolher as pessoas e elaborar um programa, ou se a sua candidatura estará subordinada a algumas "exigências".
Como importa saber que papel estará, ou não, reservado a José Veiga, no Clube, ou na SAD, cuja figura está, como sabemos, muito longe de ser consensual...
Como benfiquista, aguardo, com expectativa, a evolução dos acontecimentos, apesar de já ter dado o meu apoio á candidatura de Bruno de Carvalho.
Sou favorável a que exista, apenas, uma lista opositora á de Luís Filipe Vieira, pelo que, a concretizar-se a aceitação de José Eduardo Moniz, é urgente que conheçamos o seu pensa fazer a este respeito.

DUAS SUGESTÕES, E UM CONSELHO...



As declarações de diversos dirigentes do Benfica, seja a propósito de contratações, de negociações, de demissões em bloco e antecipação de eleições, deixam perceber que alguém não está a falar verdade...
Infelizmente, são demasiados os casos, e demasiadas contradições,
pelo que se torna legítimo que os sócios pretendam saber se estarão, ou não, a ser enganados...
Na impossibilidade de submeter todos os concorrentes, ao próximo acto eleitoral, a um teste do detector de mentiras, pareceu-me adequado deixar aqui uma sugestão, e um conselho.
A sugestão é a de que seja proibido, durante a campanha eleitoral, que os diferentes oradores falem com as mãos atrás das costas...
O conselho, destinado aos sócios do Benfica, é para que adquiram uma das, diversas, publicações que nos ensinam a reconhecer os mentirosos...
Com isso, ganharia, não só o Benfica, e muito, mas também o País, já que o livro poderia ser, também, utilizado, quando de futuras campanhas eleitorais...
E já agora, permito-me também sugerir que, quando da futura revisão estatutária, agora anunciada pelos dirigentes, demissionários, do Benfica, apesar de o prazo para revisão dos estatutos do Clube estar ultrapassado, há mais de três anos, seja incluído um artigo, no qual se obrigue todos os dirigentes, e funcionários, a adquirirem, e a lerem, um "manual de educação e boas maneiras"...

terça-feira, 16 de junho de 2009

A AMIZADE...E O BENFICA

Tal como diz Einstein neste poema:

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Tenho da Amizade um conceito que, reconheço, começa a estar fora de moda...
Isto para não ter que admitir que, é a própria Amizade que está fora de moda...
Ao longo da minha vida, educaram-me, e eduquei-me, no sentido de considerar a Amizade, como um bem precioso. Sempre numa perspectiva maximalista, que me levou a defender que os meus amigos eram os melhores do mundo, mesmo quando não eram, que não tinham defeitos, ainda que eles fossem evidentes, e que a amizade acabaria, sempre, por se sobrepor a naturais divergências que pudessem surgir entre nós.
Naturalmente que, não é difícil imaginar, esta minha concepção me tem saído muito cara...
Mas nem por isso me arrependo, pois tudo faz parte deste processo que é a Vida...
Talvez em consequência da idade, logo, maior experiência, tenho vindo a aperceber-me de que esta minha visão pecava por excesso de romantismo, e os últimos anos encarregaram-se de me comprovar isso mesmo...
Mas isso não quer dizer que esteja disposto a mudar, como diz o povo, "burro velho não aprende línguas", mas tentarei proteger-me melhor, passando a confiar um pouco menos nos que se dizem meus amigos e a ser mais cuidadoso com os que o não são...
Falo, naturalmente, do meu esforço para ser mais racional, o que não significa que consiga ficar indiferente, ou não me sinta "traído", quando vejo, da parte daqueles que considero amigos, comportamentos que eu não esperava, ou seria capaz de imaginar, relativamente à minha pessoa...
Os amigos podem, e devem, chamar-nos á atenção para os nossos erros, criticar-nos e assumir divergências.
Mas os Amigos não podem, nem devem, criticar-nos pelas costas, sacrificar a amizade a interesses de circunstância e, muito menos, abdicar da lealdade que se deve a um verdadeiro Amigo...
Ou então, em vez de falarmos de amigos, melhor será que falemos de "conhecidos"...
Vem isto a propósito das eleições no Benfica e do facto de existirem pessoas, que tenho como meus amigos, que apoiam, activamente, a recandidatura de Luís Filipe Vieira.
A meu ver, o facto de estarmos em campos diferentes, não pode, nem deve, interferir com a nossa amizade, sendo até que, curiosamente, alguns dos meus bons amigos de hoje foram, no Benfica, meus adversários eleitorais.
Apenas para dar um exemplo, e eles irão perdoar-me por citar os seus nomes, assim aconteceu com o Engº Abílio Rodrigues, com o Dr João carvalho e com o Dr José Ribeiro da Silva, entre outros.
E é porque assim penso que quero deixar claro, antes do início da campanha eleitoral, que as minhas amizades não dependem das opções eleitorais de cada um.
Mas também não deixarei de estar atento ao modo como os meus amigos se comportam, relativamente a quem não partilha das suas opiniões, como é o meu caso, relativamente a alguns deles.
Cada um faz as opções que muito bem entender, e considera mais corretas, mas para as justificar, não precisa de ser incorrecto com quem quer que seja, nem de recorrer á calúnia e insinuação torpe, por mais na moda que estejam estes procedimentos, no Benfica...
Devo ao Benfica muitas amizades, que quero preservar, embora, confesso, não seja muito bom a "cultivá-las", por "maneira de ser", que muitos desconhecem...
Tenho para mim que, as verdadeiras amizades não requerem, nem presença constante, nem total identificação de pontos de vista. Requerem, isso sim, muita lealdade e um enorme respeito pelas opiniões dos outros.
Tenho amigos, que são apoiantes de outros Clubes, e tenho muito orgulho nisso !
E posso, até, acrescentar que, um dos meus grandes Amigos, embora nos encontremos pouco, é adepto, "ferrenho", do Futebol Clube do Porto. É Rui, como eu, e das pessoas com quem mais me identifico...
O meu cunhado é do Sporting Clube de Portugal, e nem por isso deixa de ser meu Amigo, e eu dele, e o contrário é que seria um verdadeiro absurdo !
Imagino que os meus amigos, e os poucos que me lêem, estejam agora a perguntar-se:
Mas a que propósito é que vem esta conversa ?
Quero, apenas, dizer que esta conversa faz sentido, e tem, naturalmente, destinatário, mas eu deixaria de ser um Amigo se revelasse o seu nome...
Tenho para mim que nada existe de pior do que perder um amigo, e talvez por isso, ao contrário do que aconteceu no passado, estou disposto a lutar para conservar os meus !
Mesmo quando isso significa abdicar do meu orgulho, e de alguns princípios em que acredito !
Mas a amizade tem, naturalmente, limites, e como dizem os ingleses, "It takes two to tango" !
A morte de um amigo é uma dor enorme, mas a Vida já me ensinou que, muito pior é perder um amigo em vida...
Espero que a campanha eleitoral, que agora se inicia, não me faça perder mais amigos...
A paixão que temos pelo Benfica deve contribuir para nos unir, na diversidade de opiniões, em vez de nos afastar.
Mas, se isso acontecer, que nunca nos afaste, irremediavelmente...
Quero terminar, citando parte de um poema de Ilídio Sardoeira, que acabou por ser determinante para o homem que hoje sou, e que reza assim:
(...)
Sê sempre um Homem com os Homens dentro.
Que a Palavra que cales, ou que dês,
Traga consigo, como tronco de árvore,
A vertical firmeza do que és.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

LICÕES DO BASQUETE PARA O FUTEBOL...




OS LAKERS
CAMPEÕES
DA NBA
2009
PARABÉNS !
Quem gosta de basquetebol acompanhou, como eu, as finais da NBA, que culminaram com a vitória dos LA Lakers sobre os Orlando Magics.
Sou um fã dos Lakers, desde que me lembro de ver basquetebol americano, na televisão, e o grande Magic Johnson, então seu principal jogador.
Mas esta vitória, dos Lakers, representa a vitória do companheirismo e do espírito de equipa, pese embora o facto de Kobe Bryant, considerado o MVP da fase final, ser um dos maiores e mais completos jogadores de todos os tempos.
Os Lakers são uma equipa, no verdadeiro sentido da palavra, e foi isso que lhes permitiu esta conquista, depois de terem perdido, no ano passado, para os Boston Celtics, seus rivais de sempre.
Foi a 15ª vitória dos Lakers, e a 10ª de Phil Jackson, seu treinador, e nem por isso deixaram de ser humildes no seu discurso de vitória...
O grande sucesso desportivo, e financeiro, que é a NBA, sempre me fez pensar, enquanto amante do futebol, que este tem muito a aprender com aquela.
A adopção de algumas regras do basquetebol contribuiriam, a meu ver, para melhorar, não só a qualidade dos espectáculos, mas também para aumentar as receitas, porquanto estes dois aspectos, estão intimamente ligados.
As conclusões da minha reflexão sobre este tema, apontam para um conservadorismo excessivo, uma enorme falta de visão comercial e alguns interesses, porventura ilegítimos, porquanto não acredito que se trate, apenas, de mera incapacidade.
Mas, mesmo assim, penso que vale a pena deixar, aqui, algumas perguntas, para reflexão :
1. Porque será que não é permitido um desconto, técnico, no futebol ?
O pretexto, muitas vezes utilizado, de que quebraria o ritmo do jogo, não colhe, já que existem demasiadas paragens no jogo, para atender a lesões, simulações, e contestações, pelo que, uma paragem técnica de 3 minutos, em cada parte, não só não quebraria o ritmo do jogo, como permitiria aos treinadores fazer correcções, as quais, acredito, tornariam o jogo mais interessante e competitivo.
Acresce que, esses tempos técnicos, á semelhança do que sucede na NBA, seriam aproveitados, pelas televisões, para passarem mais publicidade, o que lhes permitiria remunerar, melhor, a transmissão dos jogos;
2. Porque não adopta o futebol, como no basquete, a ideia da exclusão por acumulação de faltas, permitindo a substituição do jogador excluído ?
É tempo de a FIFA e a UEFA entenderem que, o enorme negócio que é o futebol, exige maior respeito pelo público, pelo que é fundamental melhorar a qualidade do jogo.
A expulsão de um jogador, por acumulação de faltas, significaria o respeito pela ética desportiva, mas a possibilidade de trocar esse jogador, por outro, revelaria o respeito pelo público, que pagou o seu bilhete, para assistir a um jogo de futebol competitivo e não pode, nem deve, ser penalizado pelo facto de existirem jogadores que, pura e simplesmente, não se sabem comportar;
3. Porque não adopta o futebol, á semelhança de outras modalidades, como o basquete, o conceito de tempo útil de jogo ?
Quando todos nós assistimos a simulações de lesões e a demoras, deliberadas, da colocação da bola em jogo, que em nada contribuem para a projecção do futebol, é tempo de a FIFA e a UEFA mudarem as regras, adoptando um tempo, útil de jogo, que poderia ser de quarenta minutos.
Seria uma forma de melhorar o espectáculo, acabando com as simulações e as perdas de tempo, preservando os direitos do espectador, sem o qual, toda a lógica financeira, subjacente, deixa de ter significado.
Estas perguntas, e comentários, ficam para reflexão, embora outras se pudessem colocar, sem qualquer pretensão de conseguir mudar o que quer que seja, mas na certeza de que, se todos os amantes do futebol começarem a assumir posições mais activas, em sua defesa, o velho ditado, "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", acabará por prevalecer.
Melhorar a qualidade do futebol, quer do ponto de vista desportivo, quer financeiro, deveria constituir a principal preocupação dos seus responsáveis, desde os dirigentes dos clubes, aos das Ligas e da Federações, pois a todos incumbe criar as condições para que o futebol possa ser, não só o desporto mais popular, que ainda é, mas também um espectáculo cada vez mais competitivo e atractivo, logo, mais rentável.
E esta é, a meu ver, a única forma de preservar os interesses de todos os que gostam de futebol, e nele estão envolvidos.
E quanto mais competitivo, rentável, e rigoroso, é um espectáculo, menor o espaço para os oportunistas e demagogos...
Se todos continuarem a fazer de conta que está tudo bem, e a assobiar para o lado, mesmo aqueles que se consideram os ganhadores de hoje serão, não tenho dúvida, os perdedores de amanhã...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ET PLURIBUS UNUM



Que me perdoem os meus amigos e aqueles que, comigo, partilham a paixão de ser do Benfica se, aquilo que a seguir vos escrevo, fere, de algum modo, a vossa sensibilidade, mas existem momentos da nossa vida em que, como dizia a minha avó, "mais vale perder um amigo do que uma boa oportunidade".
E é por isso que, na minha qualidade de benfiquista, apesar de poder jurar que Manuel Vilarinho não estava a pensar em mim para o lote dos 10, ou 20, que referiu, e de ex-vice presidente de uma direcção, entendi que me incumbia a responsabilidade de escrever este texto.
Segundo um amigo meu, não ganho nada com isto, a não ser inimizades, ainda que sejam poucos a ler este blogue, sobretudo quando tomei a decisão de não ser candidato, a nada, no próximo acto eleitoral.
Apesar de reconhecer a bondade da crítica, entendo que um sócio com a minha antiguidade, relembro que sou o sócio 5.964, não pode, nem deve, alhear-se do processo eleitoral, num momento que, salvo melhor opinião, considero crucial para a vida do Clube.

Explicado o que me move, proponho que me acompanhem nesta curta análise, ao que tem sido a vida do Benfica, ás eleições e ao comportamento dos sócios.

Comecemos pelo Benfica, clube centenário, com uma história gloriosa, mas que, como é natural, não está imune a algumas crises, como a que está a atravessar. Afinal, e para citar um outro amigo meu, "a vida é uma nora", e aos momentos de crise seguir-se-ão momentos de sucesso, pois, como diz o povo, "não há mal que sempre dure, nem bem que se não acabe".
Mas será bom que a crise não se prolongue, para além do aceitável...
Desde que o actual presidente da direcção assumiu funções no Clube, e já lá vão 8 anos, o Benfica gastou fortunas em jogadores, os sócios ouviram promessas que vão desde uma "equipa maravilha" até um "Benfica Europeu", mas as prestações desportivas estão muito aquém do que seria de esperar, face aos "investimentos" realizados.
Já aqui escrevi, e repito, que gostaria de saber quanto é que o Benfica pagou em indemnizações aos treinadores, desde que Luís Filipe Vieira chegou ao clube, assim como seria interessante termos a "contabilidade" relativa aos jogadores que chegaram, e partiram, nestes 8 anos.
Mas isso não me impede de lhe reconhecer o mérito de ser um bom negociante, essencial para a renegociação das dívidas existentes, de ter conseguido mobilizar os meios financeiro necessários para a construção do novo estádio, que a todos nos orgulha, e de ser particularmente intuitivo.
Só que não me esqueço que, Luís Filipe Vieira, que conheço há muito tempo, e a quem dei o benefício da dúvida, até ao limite do razoável, optou por não deixar de ser sócio do FCPorto, depois de ser eleito presidente do Clube, negociou com Vale e Azevedo, que só agora critica, jogadores de "passagem" para o FCPorto, e fez negócios com o Alverca, em nome do Benfica, de retorno muito duvidoso.
E não esqueço, também, que a construção do estádio não foi sujeita a concurso público, como deveria, como o não foi, também, o centro de estágio, apesar da dimensão das obras e das verbas envolvidas.
Também não ignoro, nem aceito, o modo arrogante como se dirige a quem dele discorda, a sua incapacidade para assumir a liderança pela reformulação do futebol português, a sua populista forma de tratar matérias importantes, que não quer aprofundar, ou a inaceitável, por deliberada, tentativa de identificação entre o Benfica e a sua pessoa.
Nem esqueço, não aceito, e não gosto, do papel de "calimero" que, sistematicamente, gosta de representar, ou o seu frequente recurso a "questões de saúde" para justificar o injustificável.
Mas é imperdoável, que Luís Filipe Vieira tenha optado por recuperar o "estilo" de João Vale e Azevedo, do "quem não é por mim é contra mim", imitando-lhe a demagogia e o insulto, gratuito, contra todos os benfiquistas que dele ousam discordar !
E não deixa de ser curioso que, tal como Vale e Azevedo, os seus "homens de confiança", sejam sócios, ou simpatizantes, do nosso principal rival, o Sporting, e é com eles que, ao arrepio dos estatutos, gere o Clube, e as sociedades participadas.
Tudo isto em nome de uma suposta profissionalização, que, na verdade, mais não tem sido do que uma forma de remunerar, principescamente, quem já deu provas de não ser capaz, ou não merecer, servir o Benfica, e as sociedades do seu universo.
E entristece-me que, tal como sucedeu com Vale e Azevedo, os sócios do Benfica continuem a assistir a tudo isto, passivamente, sem obrigarem os seus eleitos a explicarem a bondade dessas decisões, no local próprio, que é a Assembleia Geral.
Como vão longe os tempos em que os sócios do meu Benfica participavam na vida do clube, exigiam explicações aos seus dirigentes, e se rebelavam perante o insucesso desportivo...
E para quem tenha dúvidas do que afirmo, quero relembrar que, Manuel Vilarinho, em declarações que considero indignas de um presidente da mesa da assembleia geral, veio afirmar que "prefere trabalhar com sportinguistas" e que está "farto dos benfiquistas" !
Para quem foi distinguido com a "Águia de Ouro", convenhamos que não são aceitáveis este tipo de afirmações, as quais, a meu ver, exigem um pedido de desculpas, públicas, por parte do próprio.
Só que, quando dirigentes, e funcionários, se atreveram a chamar "papagaio", a um presidente do conselho fiscal, e a um presidente da mesa da assembleia geral, tendo sido o actual presidente da direcção o primeiro a dar o "exemplo", pouco, ou nada, poderemos esperar, apesar de os estatutos do Clube serem claros, quanto ao modo de tratar comportamentos deste tipo.
Os exemplos de falta de respeito, e de educação, são intermináveis, e de todos conhecidos, pelo que me limito a dizer que, o Benfica, com o devido respeito por todos os que de mim discordam, está, neste momento, a viver uma crise muito semelhante à que atravessou com Vale e Azevedo, com a diferença de que agora já pouco resta para vender...
Ou melhor, ainda resta a Benfica Estádio, que será " a cereja em cima do bolo", na liquidação do património do Benfica, mas essa alienação, que está "prontinha", só se concretizará se os benfiquistas, todos os que amam o Clube, e não os 10, ou 20 que Manuel Vilarinho reconhece, não perceberem que, o principal objectivo de Luís Filipe Vieira sempre foi o de "engordar" a SAD, de que é accionista, em detrimento do Clube. E, para isso, tem contado com a colaboração de outros dirigentes.
Ao debilitarem o Benfica, o clube de que são Águias de Ouro, faltam ao respeito ao seu historial, a todos os que, dedicada, e desinteressadamente, o serviram, e aos seus sócios e simpatizantes, não deixando de ser curioso que, agora, tal como com Vale e Azevedo, nada se faça, para dar a conhecer, aos sócios, atempadamente, os contornos das operações de alienação do património. Antes se evita discutir o assunto, para depois, com pouca discussão e "de uma penada", se fazer aprovar essas propostas.
Mas será bom que os sócios não se excedam nas críticas, ou terão a polícia a invadir a Assembleia Geral do Clube, outra triste coincidência com a prática iniciada por Vale e Azevedo.
E antes de passar ao tema seguinte, quero deixar, a todos os benfiquistas, duas perguntas:
Neste nosso Clube, centenário, desde quando é que o máximo galardão possível, a Águia de Ouro, passou a ser entregue a dirigentes, em exercício de funções ?
E será que consideram este comportamento normal, e razoável ?

Passo ao tema das próximas eleições, que muito me preocupa.

Sem perder mais tempo com o comportamento, que não considero digno de verdadeiros benfiquistas, e eu sei que muitos deles o são, (mas é melhor certificarem-se junto do Dr Vilarinho) dos órgãos sociais, ao decidirem, apresentar a demissão em bloco.
O que me preocupa é que, estes dirigentes, do Clube, e da SAD, que já deram provas de que não são capazes de reconduzir o Benfica a um nível compatível com o seu historial e que não demonstraram o mínimo respeito pelos sócios, estão mais preocupados em perpetuar-se no cargo do que em promover o diálogo, com os que deles discordam.
E isso, não tenho dúvida, não serve os interesses do Sport Lisboa e Benfica.
Daí a importância das próximas eleições, porquanto, a ter sucesso a estratégia de Luís Filipe Vieira, o Clube perderá, a curtíssimo prazo, um dos seus principais activos, a Benfica Estádio, em benefício da SAD para o futebol, ficando sem condições para acompanhar qualquer futuro aumento de capital. O que seria, a meu ver, extremamente grave !
Existem diversas soluções que permitem compatibilizar os interesses da SAD, e dos seus accionistas, com os do Benfica, e dos seus associados. Mas nunca vi, da parte deste presidente, e dos que o acompanham, qualquer vontade de analisar soluções alternativas, muito menos, de as aprofundar, antes recorrendo a argumentos, totalmente, injustificáveis, para prosseguir a sua estratégia.
Mas estas eleições são, também, extremamente importantes, porque se torna necessário que os benfiquistas voltem a ter um papel activo na vida do Clube !
Tenho para mim que, o maior aliciante da gestão de um clube como o Benfica é a necessidade, permanente, de conciliar a racionalidade económica com a paixão clubística, sendo certo que, o sucesso económico, e financeiro, passa por uma gestão desportiva de excelência.
Mas, neste domínio, a incapacidade dos actuais dirigentes, e do seu presidente da direcção, está mais do que comprovada.
E é por isso que entendo ser dever de todos os benfiquistas, que não se revêem na actual gestão, esquecerem divergências e encontrarem formas de entendimento, para construírem uma alternativa que apresente um projecto sólido, valorize a opinião de todos, e seja capaz de unir vontades, no respeito pela diversidade.
Nenhum benfiquista, por mais ilustre que seja, pode estar acima do Benfica, o qual, todos os sócios estão obrigados a respeitar e defender, de forma intransigente, ainda que no respeito por todos os seus rivais !
É por isso que eu não entendo, confesso, como é que um benfiquista pode ser sócio de clubes rivais, mas, ainda que o seja, como é o caso de Luís Filipe Vieira, como é que, ao ser eleito presidente do Sport Lisboa e Benfica, não abdica, de imediato, das outras filiações.
E se o próprio, por motivos do seu foro íntimo, preferiu não seguir essa via, cabe aos sócios do Benfica julgar, em Assembleia Eleitoral, a bondade desse comportamento.
Mas ser benfiquista é, também, honrar a história do Clube, pelo que me interrogo como é que estes dirigentes conseguem dormir tranquilos, quando as nossas taças, documentos e fotografias, símbolos das nossas conquistas e da nossa história, estão encaixotadas na cave do estádio, ou dispersas sabe-se lá por onde.
Quem trata a história do Benfica com o desrespeito que estes dirigentes demonstraram, não merece continuar !
É nas mãos dos sócios, felizmente, que reside o poder para acabar com estas, e outras, situações, e acredito que, tal como no passado, não deixarão de saber dar a resposta adequada.
Por último, quero dirigir-me a todos, não apenas aos que são sócios do Benfica, porque o meu conceito do que é ser benfiquista é bem mais abrangente do que o de Manuel Vilarinho.
E permitam-me que comece por evocar o artigo 13º dos estatutos, que começa assim:
1. São deveres dos sócios:
a) Honrar a sua qualidade de sócios do Clube e defender intransigentemente o prestígio e a dignidade do S.L.B., dentro das normas da educação cívica e do desporto;
(...)
Pelo que me tenho interrogado, diversas vezes, se aquilo que eu oiço, e vejo escrito, por benfiquistas, referindo-se a outros benfiquistas, é compatível com o comportamento, mínimo, exigível aos sócios do Clube.
E será que é digno, de um verdadeiro benfiquista, utilizar o insulto, a insinuação, ou linguagem menos própria, para com outros benfiquistas, os quais, na grande maioria dos casos, nem sequer conhecem ?
Pode, um benfiquista, fazer acusações a outro, na base do "ouvi dizer", ou do "parece que", ainda que esse tipo de procedimento esteja, infelizmente, radicado na sociedade portuguesa ?
Que me desculpem todos os que, comigo, partilham essa enorme paixão que é ser do Benfica, e de mim discordam, mas a minha resposta a estas perguntas é, Não !
É tempo de compreendermos que é preciso alterar essa prática, que a ninguém honra, e promovermos o debate, e a troca de opiniões, que a todos enriquece.
Uma das principais riquezas do Benfica reside na sua pluralidade, e quem tentar impedir, ou minimizar, as opiniões alheias, não está a prestar um bom serviço ao Clube.
A discordância é legítima, e saudável, mas deve processar-se no respeito de todos, e com linguagem que tenha em consideração que somos todos benfiquistas, e ninguém é dono da verdade, ou tem soluções, mágicas, para fazer voltar o Benfica aos tempos de glória, que todos desejamos.
Mesmo no tempo da ditadura, o Benfica foi sempre um clube democrático, existindo, até, grupos organizados, mas nem por isso menos respeitados, e a discussão das diferentes ideias e pontos de vista, sempre foram esgrimidas com vigor, a bem do interesse do Clube.
E não me recordo de alguém ter sido acusado, e muito menos vexado, publicamente, por delito de opinião...
É dever de todos os benfiquistas, em particular, do seus associados, respeitar os estatutos do Clube e condenar, de forma enérgica quem o não faz, sejam eles dirigentes, sócios, ou apenas simpatizantes.
Mas também é dever dos benfiquistas, fazerem tudo o que está ao seu alcance para afastarem, no respeito pelos estatutos, sem insultos ou ataques pessoais, os dirigentes que não se mostrem dignos de honrar a história do Clube.
Por isso me preocupa a possibilidade de surgirem várias listas, concorrentes ao próximo acto eleitoral.
É dever dos benfiquistas, que não concordam com a acção desenvolvida pelo actual presidente, e seus pares, fazerem tudo o que estiver ao seu alcance para encontrarem uma alternativa, e isso não passa, seguramente, pela apresentação de várias listas.
Quero acreditar que, a razão e o bom senso acabarão por prevalecer, ainda que não seja tão ingénuo a ponto de não saber que, muitas vezes, isso acaba por acontecer tarde demais....
E é na tentativa de evitar que isso aconteça que quero apelar, a todos os que não se revêem na recandidatura do actual presidente, para que se unam, e encontrem uma alternativa com probabilidade de sucesso !
Ao contrário da opinião de muitos, não me preocupo nada se, de entre os motivos que levam alguns benfiquistas a candidatarem-se aos órgãos sociais, seja qual for o cargo, existirem motivações de natureza pessoal, com sejam a obtenção de reconhecimento social ou maior visibilidade pública, porque, afinal, todos temos um "ego" para satisfazer, e cada um de nós satisfaz o seu de modo diferente. O importante é que estejam dispostos a servir o Benfica, de forma desinteressada, e empenhados em trabalhar para o seu engrandecimento.
O que é, a meu ver, inaceitável, é que a realização do "ego" se faça pela via do nepotismo, da arrogância, do insulto e da intolerância. Nesse caso, estarei, sempre, do outro lado da barricada, mesmo quando se trate de benfiquistas, como eu.
E é por isso que, considero essencial que se construa uma alternativa, sólida, credível, e única, á actual gestão, e a quem a personifica.
O Sport Lisboa e Benfica, e os que a ele se orgulham de pertencer, não perdoarão que os "egos" de cada um, por mais fortes que sejam, sobreponham o essencial ao assessório...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A ASSEMBLEIA GERAL DE DIA 15


COMUNICADO


Por força da renuncia de todos os membros dos Órgãos Sociais do Clube, fica sem efeito a Assembleia Geral Ordinária, marcada para o próximo dia 15 do corrente mês de Junho, dada a ilegitimidade dos actuais Órgãos Sociais que se encontram limitados à gestão corrente.
Lisboa, 9 de Junho de 2009
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Manuel Lino Rodrigues Vilarinho



É este o teor do comunicado, publicado na página oficial do Sport Lisboa e Benfica.

Vejamos o que dizem os Estatutos do Clube, sobre esta matéria:



ARTIGO 45º


As reuniões ordinárias da assembleia geral serão sempre convocadas pelo presidente da mesa e, no seu impedimento, por quem o substitua no lugar:

a)...

b) Anualmente, até 15 de Junho, para apreciar e votar o orçamento ordinário e o plano de investimento, para o exercício seguinte, elaborados pela direcção;

c)...


ARTIGO 33º


1. Quando os órgãos sociais estejam demissionários, atinjam o final do seu mandato ou este esteja extinto, nos termos dos estatutos, os seus membros continuarão a desempenhar os respectivos cargos, até serem substituídos.

2. ...


ARTIGO 42º

À assembleia geral pertence, por direito próprio, apreciar e decidir, sobre todos os assuntos de interesse para o clube, competindo-lhe, designadamente :

1. ...

(...)

12. Autorizar a direcção, quando já terminado o seu mandato, a tomar as deliberações que impliquem para o clube responsabilidades financeiras, cujo montante exceda cinco por cento do orçamento em vigor.


ARTIGO 57º


O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, como garante da legalidade no seio do clube, cumprirá e fará cumprir, com todo o rigor, os preceitos estatutários.


ARTIGO 66º


1. A direcção deve apresentar todos os anos á assembleia geral, dentro do prazo estatutário, para apreciação e votação, a proposta de orçamento anual....

2. ...

3. ...


ARTIGO 69º



1. Para assegurar a fiscalização da actividade do S.L.B e zelar para que o mandato directivo se conduza sempre em estrita obediência aos estatuto e regulamentos, bem como às deliberações da assembleia geral, o S.L.B. disporá de um conselho fiscal....

2. ...

3. ...


ARTIGO 70º


1. No exercício das suas funções, compete ao conselho fiscal :

a) Fiscalizar os actos da direcção;

b) Vigiar a observância da lei e dos estatutos;

(...)


ARTIGO 93º



São susceptíveis de recurso para a assembleia geral as deliberações de qualquer dos órgãos sociais, quando seja invocada a violação da lei, dos estatutos ou dos regulamentos.


Face ao que precede, pergunto:

1. Quem tomou a decisão de declarar sem efeito a Assembleia Geral, convocada para o último dia previsto nos Estatutos do Clube, e com base em que artigo ?

2. O que tem a dizer, sobre esta decisão, o Conselho Fiscal ?

É inequívoco que esta decisão contraria os Estatutos do Clube !

A Assembleia Geral terá mesmo de se realizar, e a Direcção tem a obrigação de apresentar uma proposta de orçamento.

É aos sócios, na Assembleia Geral, que compete decidir se faz sentido, ou não, discutir e aprovar o orçamento, no actual contexto.

A Assembleia Geral do dia 15 permitirá, em caso de dúvida, que os sócios do Clube exerçam a prerrogativa que lhes é conferida pelo Artº 93 .

Neste contexto, permito-me sugerir que, á ordem de trabalhos, seja acrescentada a análise da decisão dos Órgão Sociais, de apresentarem, conjuntamente, a demissão.

Por mais que possa desagradar, a quem quer que seja, a realização desta Assembleia, não só não pode ficar sem efeito, como será uma excelente ocasião para os sócios do Benfica ficarem a conhecer os verdadeiros motivos que levaram os Órgãos Sociais a tomarem uma decisão, que não tem precedentes, na história do Clube...










O 10 DE JUNHO


A propósito do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, o embaixador britânico, Alexander Ellis, escreveu um artigo intitulado "10 de Junho, Portugalidade e Portuguesismo", publicado na edição "online", de ontem, do Expresso, cuja leitura recomendo.
Na sua coluna " UM BIFE MAL PASSADO -crónicas de um embaixador", com o trocadilho do "bife" a abrir o apetite para a leitura, o embaixador destaca o facto de "Portugalidade" e "Portuguesismo" serem duas faces da mesma moeda, afirmando, a dado passo:
"O meu resumo provisório é que a selecção nacional do Mundial do futebol de 2002 representa o Portuguesismo, e a do Euro-2004 a Portugalidade."
Uma imagem interessante, sem dúvida, para ilustrar o pior, e o melhor, deste nosso povo português...
E é o nosso "portuguesismo", no que ele representa de resignação, falta de confiança, apatia, pouca abertura, e tolerância, ao que é novo, e diferente, que teremos de ir eliminando, em benefício da nossa Portugalidade.
Para bem das nossas Comunidades, e de Portugal...

PATO DONALD


Passaram, ontem, 75 anos, desde que o Pato Donald surgiu, pela primeira vez, na tela, através de uma curta metragem. Corria o ano de 1934 e, desde então, ele, os seus sobrinhos, e outras figurinhas da Disney, não deixaram de encantar miúdos e graúdos.
Que saudades do tempo dos livros aos quadradinhos, que faziam o nosso encantamento de crianças...
E como o Mundo mudou, desde então...

terça-feira, 9 de junho de 2009

EM ESTADO DE CHOQUE...


Após o modo como o, demissionário, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica comunicou a decisão da demissão, colectiva, dos Órgãos Sociais do Clube, senti, e escrevi, que as suas declarações não era compatíveis com o cargo que exerce.
Mas estava longe de imaginar que pudesse, alguma vez, fazer declarações semelhantes às que viria a fazer, mais tarde, na TVI24.
Sempre procurei respeitar os dirigentes do meu Clube, mesmo quando, como aconteceu com o consulado de João Vale e Azevedo, e acontece, agora, com Luís Filipe Vieira, as suas atitudes, e comportamentos, não dignificam, nem o lugar que ocupam, nem o Sport Lisboa e Benfica.
Nunca deixei de dar as minhas opiniões, sem me preocupar em agradar a quem quer que fosse, apenas expressando o que entendi ser melhor, a cada momento, para o Clube do meu coração, mesmo quando isso me valeu insultos, e vais, por parte de quem tinha opiniões diferentes.
Mas fi-lo, sempre, no respeito, institucional, que me merecem os dirigentes do meu Clube, de forma urbana, e cordata, sem ataques, pessoais, a quem quer que fosse.
Por isso me chocava, e choca, o modo como João Vale e Azevedo e Luís Filipe Vieira se dirigiam a sócios do Clube, com tanto ou mais tempo de associados do que eles, colocando em causa o seu benfiquismo, com base em diferenças de opinião, não hesitando em recorrer ao insulto e á manipulação de massas, sempre que necessário.
Fui opositor, assumido, à gestão de Vale e Azevedo e devo confessar que, nunca, naquele tempo, vi tantos benfiquistas preocupados com a sua gestão, como os que agora surgem, críticos, e com linguagem menos própria, e nisto, incluo, naturalmente, grande parte dos membros dos actuais Órgãos Sociais, e colaboradores, do Clube.
Mas não quero, com isto, dizer que sejam menos benfiquistas do que eu, por nunca terem participado em nenhuma Assembleia Geral, nem sequer produzido quaisquer declarações, críticas, ao modo como o Benfica estava a ser conduzido.
A meu ver, o benfiquismo de cada um não se mede, nem pelo número de anos de associado, e eu sou o nº 5.964, nem pelo maior, ou menor, envolvimento, de cada um, no dia a dia do Clube.
Conheço simpatizantes do Benfica que sofrem tanto, ou mais, com os insucessos do Benfica, do que alguns dirigentes, mas nem por isso, uns e outros, deixam de ser benfiquistas.
Neste contexto, não deve ser difícil imaginar o choque que senti, ao ouvir Manuel Vilarinho dizer que, benfiquista é ele, e "mais dez, ou vinte", que prefere trabalhar com sportinguistas a fazê-lo com os que, com ele, partilham o amor pelo Benfica, e que as amadoras são um sorvedouro dos dinheiros do futebol.
O que me chocou, não foram as ideias expressas pelo benfiquista Manuel Vilarinho, (entre outras coisas, tenho bem presente que, quando presidente da Direcção, tentou acabar com as modalidades amadoras no Clube, e a sua proposta foi derrotada em Assembleia Geral), porque ele tem o direito de defender aquilo em que acredita, mas as declarações do Presidente da Mesa da Assembleia Geral do meu Clube, ainda que demissionário, as quais, queiramos ou não, revelam um profundo desrespeito por todos aqueles que tem, estatutariamente, o dever de representar e respeitar.
Não me compete, nem estou interessado em descobrir, quem são os 10, ou 20, benfiquistas a quem Manuel Vilarinho se refere, embora fosse interessante conhecer o critério de selecção...
Até porque, foram muitos mais os benfiquistas que contribuíram para fazer dele Presidente da Direcção do Clube, ainda que muito menos do que os que lhe atribuíram a Águia de Ouro...
Não me lembro, confesso, de ouvir, ou ler, declarações de um Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica tão ofensivas, para os benfiquistas, como as que, ontem, foram produzidas, e lamento que, quem as produziu, não só seja um ilustre benfiquista, como alguém a quem, faz pouco tempo, os benfiquistas decidiram atribuir o maior galardão possível, isto é, a Águia de Ouro.
Mas a Vida é assim mesmo, não pára de nos surpreender, e mal de quem se convence já ter visto tudo...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ENGANEI-ME !


Escrevi, neste mesmo espaço, na semana passada, que não acreditava na convocação de eleições antecipadas, para os Órgãos Sociais do Sport Lisboa e Benfica. Enganei-me !
Devia ter feito mais fé nas notícias dos jornais desportivos, tanto mais que, as matérias que publicam, estão, normalmente, baseadas em informação interna privilegiada...
Mas antes de abordar, de novo, este assunto, penso que vale a pena dedicar alguma atenção ás declarações do actual Presidente da Mesa da Assembleia Geral, a propósito dessa decisão:
"Atendendo á instabilidade criada por alguns, de alguns meses a esta parte, foi proposto, pelo presidente, a renúncia de todos os Órgãos Sociais(...)" - edição "online" do jornal "A Bola".
Curiosa, esta forma de anunciar a decisão, sobretudo quando se trata do Presidente da Mesa do Órgão máximo do Clube, que deveria representar todos os benfiquistas.
Se existe instabilidade, e quem sou eu para dizer o contrário, ela tem sido criada pelo actual presidente da Direcção do Benfica, e seus seguidores, que se comporta como se fosse "dono" do Clube, conduz uma gestão desportiva completamente desastrosa e procura inimigos "exteriores" para justificar os seus insucessos, mesmo quando quem dele discorda são sócios do Benfica, que muito deram ao Clube no passado.
É triste que o o actual Presidente da Mesa da Assembleia Geral se preste a este papel, mas cada um tem os dirigentes que merece...
Dito isto, vamos á questão essencial :
Anunciadas que estão, são estas eleições, antecipadas, ou intercalares ?
Obviamente que só podem ser intercalares !
E receio que, na sua vontade de agradarem ao "chefe", os Órgãos Sociais do Benfica se tenham esquecido de ler os Estatutos do Clube, o que, diga-se, não seria a primeira vez.
Com efeito, os Estatutos do Clube são claros, ao estatuirem que, os mandatos são por 3 anos, e que as eleições terão de ter lugar entre os dias 24 e 31 de Outubro, pelo que, qualquer eleição, no decurso dos mandatos, só pode ser considerada intercalar, como bem alertou, atempadamente, o ex-Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica, e ilustre jurista, Paulo Olavo Cunha.
Se, como eu defendo, desde há muito, tivesse sido convocada uma Assembleia Geral do Clube, para alterar os Estatutos, e a proposta fosse aprovada, seria, então sim, possível convocar eleições antecipadas.
Á semelhança do que sucede noutros domínios, o "amadorismo", no tratamento de questões essenciais, é total, e o desrespeito estatutário frequente, pelo que está criado um imbróglio complicado...
Mas, estou certo, isso nunca incomodou, nem incomodará, o actual presidente da Direcção do Clube, para quem a existência de Estatutos sempre foi uma "maçada", bem como as Assembleias Gerais.
Qual Luís XIV, também ele acha que "L'État c'est moi", gasta desmesuradamente, e quer escolher sucessor, só que, ao contrário da França daquela época, o Benfica não é uma monarquia, e os sócios do Clube não deixarão, em próximas eleições, tal como fizeram com Vale e Azevedo, de colocar um ponto final no seu "reinado".
Estou consciente que, impugnar decisões dos Órgãos Sociais do Clube, coloca quem o faz, numa situação muito difícil, perante os sócios do Benfica, como sucedeu durante o consulado de Vale e Azevedo.
Mas o Benfica está acima de todo e qualquer benfiquista, por mais ilustre que seja, o que nem é o caso. E, por maioria de razão, de todos aqueles que não demonstram ter nenhum respeito quer pelo Clube, que se comprometeram a servir, quer pelos sócios, que os elegeram, e representam, ou deviam representar.
E é por isso que me verei forçado, pela segunda vez, nos meus mais de 40 anos de sócio do Clube, a apoiar qualquer pedido de impugnação que possa vir a surgir, se estas eleições não vierem a ser consideradas intercalares.
A bem do Sport Lisboa e Benfica !