domingo, 6 de dezembro de 2009

BURLÕES...


Corria o ano de 1925, e neste mesmo dia 6 de Novembro era preso Artur Virgílio Alves dos Reis, talvez o maior burlão, português, de sempre.
Na véspera, dia 5, o jornal "O Século", o mais importante jornal diário dessa época, revelara a burla, que consistiu na emissão de 200 mil notas falsas, de 500 escudos, após um período de investigação quanto á origem dos fundos do Banco de Angola e Metrólope, fundado por Alves dos Reis.
Quando se fala de Alves dos Reis, cuja burla está contada em livros, e motivou uma série televisiva, sempre se realça a sua inteligência, o seu poder de sedução, e de manipulação, características, afinal, comuns a todos os grandes burlões.
E dei comigo a pensar nos burlões dos nossos dias, igualmente ousados, mas menos inteligentes, que tendem a especializar-se no abuso de confiança...
Chegam devagar, janotas, falinhas mansas, tentando conquistar confiança, e fazer amizade, preparados para darem o golpe, logo que surja a oportunidade...
Com mais meios á sua disposição, e jogando com a morosidade da justiça, dispensam a inteligência de Alves dos Reis, bastando-lhes copiar, dele, a ousadia, imitar-lhe os modos e a falta de escrúpulos.
Existem muitos burlões por aí, só que uma grande parte deles não acaba na prisão, como sucedeu com Alves dos Reis. e é pena...
A nós, os que acreditamos que os fins não justificam os meios, e defendemos uma sociedade baseada noutros valores, resta-nos estar atentos, e fugir, sempre que possível, dessas "más companhias"...

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