segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O EQUÍVOCO...


Para o professor Marcelo Rebelo de Sousa, a questão das eventuais escutas em Belém, não passou de um "equívoco"...
Já o Dr Paulo Rangel, eurodeputado do PSD, prefere falar de um "clima de medo e de intimidação", da responsabilidade de José Sócrates, comparando o primeiro ministro a Hugo Chavéz, aproveitando para meter no mesmo saco os casos TVI e Público, que considera como casos de "condicionamento"...
Só que se "esqueceu" de nos dizer se considera normal um assessor do presidente encomendar, alegadamente em nome deste, a publicação de artigos a comprometer o primeiro-ministro...
É claro que, como é normal, com o aproximar das eleições, José Sócrates e o seu governo serão o bombo da festa, por parte de todas as outras forças políticas, mas tudo tem limites...
Afinal, que confiança pode merecer uma alternativa que, em vez de condenar qualquer tentativa de manipulação da informação, ou do seu condicionamento, apenas se preocupa em atacar os adversários, legitimando o comportamento dos "seus", mesmo quando ilegítimos ?
Ficámos a saber que, o caso da encomenda de uma notícia, a um jornalista do Público, feita por um assessor de Cavaco, foi um equívoco, e a sua divulgação, um "condicionamento" da liberdade de informação...
Talvez Rangel tenha razão, e esteja mesmo em causa a "defesa das liberdades", uma das quais é a de não permitirmos que os políticos, em geral, nos tratem como débeis mentais.
Ou estarei equivocado ?

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