terça-feira, 9 de junho de 2009

EM ESTADO DE CHOQUE...


Após o modo como o, demissionário, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica comunicou a decisão da demissão, colectiva, dos Órgãos Sociais do Clube, senti, e escrevi, que as suas declarações não era compatíveis com o cargo que exerce.
Mas estava longe de imaginar que pudesse, alguma vez, fazer declarações semelhantes às que viria a fazer, mais tarde, na TVI24.
Sempre procurei respeitar os dirigentes do meu Clube, mesmo quando, como aconteceu com o consulado de João Vale e Azevedo, e acontece, agora, com Luís Filipe Vieira, as suas atitudes, e comportamentos, não dignificam, nem o lugar que ocupam, nem o Sport Lisboa e Benfica.
Nunca deixei de dar as minhas opiniões, sem me preocupar em agradar a quem quer que fosse, apenas expressando o que entendi ser melhor, a cada momento, para o Clube do meu coração, mesmo quando isso me valeu insultos, e vais, por parte de quem tinha opiniões diferentes.
Mas fi-lo, sempre, no respeito, institucional, que me merecem os dirigentes do meu Clube, de forma urbana, e cordata, sem ataques, pessoais, a quem quer que fosse.
Por isso me chocava, e choca, o modo como João Vale e Azevedo e Luís Filipe Vieira se dirigiam a sócios do Clube, com tanto ou mais tempo de associados do que eles, colocando em causa o seu benfiquismo, com base em diferenças de opinião, não hesitando em recorrer ao insulto e á manipulação de massas, sempre que necessário.
Fui opositor, assumido, à gestão de Vale e Azevedo e devo confessar que, nunca, naquele tempo, vi tantos benfiquistas preocupados com a sua gestão, como os que agora surgem, críticos, e com linguagem menos própria, e nisto, incluo, naturalmente, grande parte dos membros dos actuais Órgãos Sociais, e colaboradores, do Clube.
Mas não quero, com isto, dizer que sejam menos benfiquistas do que eu, por nunca terem participado em nenhuma Assembleia Geral, nem sequer produzido quaisquer declarações, críticas, ao modo como o Benfica estava a ser conduzido.
A meu ver, o benfiquismo de cada um não se mede, nem pelo número de anos de associado, e eu sou o nº 5.964, nem pelo maior, ou menor, envolvimento, de cada um, no dia a dia do Clube.
Conheço simpatizantes do Benfica que sofrem tanto, ou mais, com os insucessos do Benfica, do que alguns dirigentes, mas nem por isso, uns e outros, deixam de ser benfiquistas.
Neste contexto, não deve ser difícil imaginar o choque que senti, ao ouvir Manuel Vilarinho dizer que, benfiquista é ele, e "mais dez, ou vinte", que prefere trabalhar com sportinguistas a fazê-lo com os que, com ele, partilham o amor pelo Benfica, e que as amadoras são um sorvedouro dos dinheiros do futebol.
O que me chocou, não foram as ideias expressas pelo benfiquista Manuel Vilarinho, (entre outras coisas, tenho bem presente que, quando presidente da Direcção, tentou acabar com as modalidades amadoras no Clube, e a sua proposta foi derrotada em Assembleia Geral), porque ele tem o direito de defender aquilo em que acredita, mas as declarações do Presidente da Mesa da Assembleia Geral do meu Clube, ainda que demissionário, as quais, queiramos ou não, revelam um profundo desrespeito por todos aqueles que tem, estatutariamente, o dever de representar e respeitar.
Não me compete, nem estou interessado em descobrir, quem são os 10, ou 20, benfiquistas a quem Manuel Vilarinho se refere, embora fosse interessante conhecer o critério de selecção...
Até porque, foram muitos mais os benfiquistas que contribuíram para fazer dele Presidente da Direcção do Clube, ainda que muito menos do que os que lhe atribuíram a Águia de Ouro...
Não me lembro, confesso, de ouvir, ou ler, declarações de um Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica tão ofensivas, para os benfiquistas, como as que, ontem, foram produzidas, e lamento que, quem as produziu, não só seja um ilustre benfiquista, como alguém a quem, faz pouco tempo, os benfiquistas decidiram atribuir o maior galardão possível, isto é, a Águia de Ouro.
Mas a Vida é assim mesmo, não pára de nos surpreender, e mal de quem se convence já ter visto tudo...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ENGANEI-ME !


Escrevi, neste mesmo espaço, na semana passada, que não acreditava na convocação de eleições antecipadas, para os Órgãos Sociais do Sport Lisboa e Benfica. Enganei-me !
Devia ter feito mais fé nas notícias dos jornais desportivos, tanto mais que, as matérias que publicam, estão, normalmente, baseadas em informação interna privilegiada...
Mas antes de abordar, de novo, este assunto, penso que vale a pena dedicar alguma atenção ás declarações do actual Presidente da Mesa da Assembleia Geral, a propósito dessa decisão:
"Atendendo á instabilidade criada por alguns, de alguns meses a esta parte, foi proposto, pelo presidente, a renúncia de todos os Órgãos Sociais(...)" - edição "online" do jornal "A Bola".
Curiosa, esta forma de anunciar a decisão, sobretudo quando se trata do Presidente da Mesa do Órgão máximo do Clube, que deveria representar todos os benfiquistas.
Se existe instabilidade, e quem sou eu para dizer o contrário, ela tem sido criada pelo actual presidente da Direcção do Benfica, e seus seguidores, que se comporta como se fosse "dono" do Clube, conduz uma gestão desportiva completamente desastrosa e procura inimigos "exteriores" para justificar os seus insucessos, mesmo quando quem dele discorda são sócios do Benfica, que muito deram ao Clube no passado.
É triste que o o actual Presidente da Mesa da Assembleia Geral se preste a este papel, mas cada um tem os dirigentes que merece...
Dito isto, vamos á questão essencial :
Anunciadas que estão, são estas eleições, antecipadas, ou intercalares ?
Obviamente que só podem ser intercalares !
E receio que, na sua vontade de agradarem ao "chefe", os Órgãos Sociais do Benfica se tenham esquecido de ler os Estatutos do Clube, o que, diga-se, não seria a primeira vez.
Com efeito, os Estatutos do Clube são claros, ao estatuirem que, os mandatos são por 3 anos, e que as eleições terão de ter lugar entre os dias 24 e 31 de Outubro, pelo que, qualquer eleição, no decurso dos mandatos, só pode ser considerada intercalar, como bem alertou, atempadamente, o ex-Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica, e ilustre jurista, Paulo Olavo Cunha.
Se, como eu defendo, desde há muito, tivesse sido convocada uma Assembleia Geral do Clube, para alterar os Estatutos, e a proposta fosse aprovada, seria, então sim, possível convocar eleições antecipadas.
Á semelhança do que sucede noutros domínios, o "amadorismo", no tratamento de questões essenciais, é total, e o desrespeito estatutário frequente, pelo que está criado um imbróglio complicado...
Mas, estou certo, isso nunca incomodou, nem incomodará, o actual presidente da Direcção do Clube, para quem a existência de Estatutos sempre foi uma "maçada", bem como as Assembleias Gerais.
Qual Luís XIV, também ele acha que "L'État c'est moi", gasta desmesuradamente, e quer escolher sucessor, só que, ao contrário da França daquela época, o Benfica não é uma monarquia, e os sócios do Clube não deixarão, em próximas eleições, tal como fizeram com Vale e Azevedo, de colocar um ponto final no seu "reinado".
Estou consciente que, impugnar decisões dos Órgãos Sociais do Clube, coloca quem o faz, numa situação muito difícil, perante os sócios do Benfica, como sucedeu durante o consulado de Vale e Azevedo.
Mas o Benfica está acima de todo e qualquer benfiquista, por mais ilustre que seja, o que nem é o caso. E, por maioria de razão, de todos aqueles que não demonstram ter nenhum respeito quer pelo Clube, que se comprometeram a servir, quer pelos sócios, que os elegeram, e representam, ou deviam representar.
E é por isso que me verei forçado, pela segunda vez, nos meus mais de 40 anos de sócio do Clube, a apoiar qualquer pedido de impugnação que possa vir a surgir, se estas eleições não vierem a ser consideradas intercalares.
A bem do Sport Lisboa e Benfica !

INDIFERENÇA ?


O prestigiado jornal francês "Le Monde", publica, hoje, um editorial sob o título, "Indifférence ?", que merece uma leitura atenta. (http://www.lemonde.fr/opinions/article/2009/06/08/indifference_1203896_3232.html)
Analisando os resultados das eleições para o parlamento europeu, ressalta, como não podia deixar de ser, a elevadíssima abstenção, cerca de 60%, dos 388 milhões de eleitores, e parte para a análise dos motivos, possíveis, para este comportamento.
Mas a passagem que quero realçar, como português, tem a ver com o modo como, nesse editorial, Durão Barroso é "classificado":
"(...) desprovido de carisma político e de qualquer imaginação económica.(...)".
Não podia ser mais arrasador !
Defender a permanência de Durão Barroso, apenas porque se trata de um compatriota, é coisa que me recuso a fazer, porque lhe sobreponho a importância do desenvolvimento do projecto europeu. Além de que, enquanto Presidente da Comissão, não lhe incumbe favorecer este, ou aquele País...
Mas não resisti, a colocar-me a seguinte questão:
Após a sua actuação, enquanto Primeiro Ministro de Portugal, alguém esperaria um comportamento diferente, como Presidente da Comissão Europeia ?
Eu, infelizmente, não !

MAOMÉ


Maomé, ou Muhammad, líder religioso, e político, nascido em Meca, faleceu no dia 8 de Junho de 632, em Medina, com 62 anos.
Considerado pela religião islâmica, como o último Profeta do Deus de Abraão, Maomé teve de abandonar Meca, por estar a ser alvo de perseguição religiosa, para se fixar em Medina, acompanhado dos seus seguidores. Esse movimento migratório, que ficou conhecido como Hégira, começou a 16 de Julho de 622, data que marca o início do calendário islâmico.
Pregador do Islão, uma nova religião, Maomé informou os seus fiéis que Deus o escolhera como último profeta, enviado à Humanidade, depois de Jesus.
A sua morte esteve na base das divisões entre Sunitas e Xiitas, a propósito da designação do seu sucessor, que estes acreditam ser Abu Talib.
Na passagem de mais um ano sobre a morte de Maomé, será bom que tenhamos presente que o Islamismo, enquanto religião, não pode ser confundido com manifestações radicais, praticadas em seu nome...
Mesmo para os agnósticos, como eu, o respeito pelas diferentes religiões obriga a que se faça essa distinção.