terça-feira, 30 de agosto de 2011

E PORQUE NÃO, UM REFERENDO?


Alberto João Jardim já nos habituou a dizer tudo o que lhe vem à cabeça, sabendo que não corre o risco de que lhe venham a pedir contas.
No seu partido, nenhuma liderança se atreve a enfrentá-lo, com receio de que se percam os preciosos votos do PSD-Madeira.
Os diferentes Governos e Presidentes da República tudo lhe aceitaram, e aceitam, em nome não se sabe muito bem de quê.
A verdade é que, se muitas das "graças" de Alberto João não passam disso mesmo, existem posições com as quais não é possível pactuar, sem pôr em causa a autoridade do Estado.
Vem isto a propósito das recentes declarações do Presidente do Governo Regional, a pretexto da Zona Franca da Madeira, reacendendo a hipótese de independência da ilha.
Como de costume, não vi, nem ouvi, reacções ás declarações de Alberto João, mas quero referir que, como português, considero que talvez seja tempo de se fazer um referendo sobre a independência.
Por conta da insularidade, a Madeira vive, há décadas, à conta dos dos continentais, e vai sendo tempo de exigir a Alberto João Jardim que assuma as suas responsabilidades...

EM PENALTIS NOS...DESENTENDEMOS


Quando ainda falta o jogo do FCPorto, para se encerrar a terceira jornada da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, já é possível retirar algumas conclusões, sobre as três principais equipas portuguesas.
O SLBenfica surge bastante mais forte, do que no início da época passada, e alguns dos reforços já demonstraram ser um uma mais-valia.
Os benfiquistas parecem ter motivos para encarar a época com confiança...
O FCPorto iniciou a época como de costume. Sem grande consistência, mas a beneficiar dos favores das arbitragens, algo que se está a tornar uma "tradição", no início de cada campeonato...
O SportingCP começou muito mal, com as novas contratações a tardarem em demonstrar o seu valor.
Para além disso, ao abrir uma guerra com a arbitragem, cuja finalidade não se vislumbra, o Sporting parece mais interessado em desviar as atenções do que em procurar resolver os problemas internos, que transparecem desta "mini-crise".
Não quero, com isto, dizer que o Sporting não tem razão, pelo contrário, tanto mais quando comparemos os critérios com os utilizados nas arbitragens dos jogos do FCPorto.
E devo confessar que, depois das grandes penalidades marcadas, a favor do FCPorto, nos jogos com o Guimarães e o Gil Vicente, temo que se tenha aberto o precedente para tornar a questão dos penaltis num dos grandes temas do futebol luso, até ao final da época.
Oxalá eu me engane...

sábado, 27 de agosto de 2011

"OS MÁIORES", FORAM "ROUBADOS"...


O FCPorto perdeu a supertaça europeia, para o Barcelona.
Adeptos e dirigentes queixam-se do árbitro, logo eles que, após o jogo com o Gil Vicente, classificavam os árbitros como "verdadeiros heróis"...
Excepção feita a esse detalhe, é forçoso reconhecer que o FCPorto tem razão.
Não se admite que a escolha do árbitro designado para apitar a final não tenha recebido o acordo, prévio, do Sr Pinto da Costa.
Um desrespeito inadmissível, contrário ás boas práticas do futebol cá do burgo.
Se tivessem escolhido o árbitro que apitou o jogo com o Gil Vicente, vá que não vá, já que esse está perfeitamente identificado com as regras, métodos e processos que envolvem os jogos do FCPorto...
Com esse, não só teriam sido marcados os dois penaltis, que o FCPorto reclama, como não teria havido expulsões. E o golo do Messi teria sido anulado por fora-de-jogo!
Assim se teria feito justiça, o FCPorto teria ganho o jogo, e sido consagrado como a melhor equipa do mundo, tal como tantas vezes tem sucedido com muita das conquistas obtidas cá no burgo...
É uma vergonha, já não há respeito!
O FCPorto, que jogou de igual para igual com o Barça e num campo lavrado, que prejudicou a exibição da sua superior técnica individual, pode bem queixar-se da UEFA e do árbitro.
O facto de ter andado o tempo todo à procura da bola e não ter criado oportunidades de golo, não tem importância nenhuma, nem retira mérito à sua brilhante exibição.
Pena que correr, tanto tempo, atrás da bola seja frustrante como o caraças...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O MEU BEM-ME-QUER !


Nasceu uma flor no meu jardim.
Nada mais natural, dir-me-ão vocês, que sabem que nos jardins costumam nascer flores.
Só que esta não é uma flor de adorno, não foi plantada, muito menos regada, apenas surgiu, do nada, no meio da relva.
Não sei como se chama, mas sei que parece um malmequer, pelo que decido designá-la como tal.
Um malmequer pequenino, frágil, pétalas de um amarelo vivo, que contrastam com o verde escuro da relva onde surgiu, que os raios solares ajudam a realçar.
Fiquei a admirar o meu malmequer por momentos, seduzido pela sua beleza simples.
Afinal, aquele malmequer, que em breve desaparecerá, por acção da minha jardineira, é bem o espelho do mundo em que vivemos e do ciclo a que se convencionou chamar de ciclo da vida.
Frágil, como todos os bebés, e sem os devidos cuidados depressa desaparecerá, para dar lugar a novos malmequeres e contribuir para enriquecer a terra de onde brotou.
Belo, como tudo o que é pequenino, guarda a frescura e a vitalidade da juventude, mas nunca será considerada uma planta de adorno. Nasceu torto, no local errado, e como diz o ditado, o que nasce torto...
Também assim sucede com a vida de milhões de seres humanos, que nasce torta, em locais e hora errados, uma cruz que irão carregar, na esmagadora maioria dos casos, ao longo de uma vida de sobrevivência, até que o ciclo se complete.
Pena que isso não leve o Homem a usar a sua suprema inteligência para preservar e respeitar a Natureza, e os outros Homens...
Pararmos, por momentos que fosse, para apreciarmos as maravilhosas belezas que a Natureza nos proporciona, quotidianamente, parece estar fora dos nossos propósitos, e é pena, porque aprendíamos mais sobre a Vida.
E tal como sucederá com o meu malmequer, também nós, mais tarde ou mais cedo, iremos ceder o nosso lugar a outros homens, integrando e completando o ciclo.
Pensei em tudo isto e quedei-me a olhar o meu malmequer.
Tive a tentação de o arrancar da relva, para o guardar, mas resisti. Existem situações em que matar plantas e animais pode ser equiparável a um assassinato.
E decidi, também, que não ia contar-lhe as pétalas, como fiz tantas vezes, quando era criança, pois tenho a certeza que, neste caso, depois da reflexão que me proporcionou, este é, seguramente, um Bem-Me-Quer!
O meu Bem-Me-Quer!