sexta-feira, 27 de agosto de 2010

RIMANDO...


Diz o povo, na sua imensa sabedoria, que de poeta e louco, todos temos um pouco.
E apesar de também dizer que toda a regra tem excepção, seguramente que não serei eu a excepção a essa regra.
Talvez por isso, em alguns momentos de loucura dá-me para escrever versos.
De loucura, só pode ser loucura, porque não sou poeta e escrever sabendo que ninguém vai ler só encontra paralelo na expressão popular "trabalhar para o boneco".
Bem sei que não é trabalho, é lazer, e talvez que a expressão correcta fosse "lazerar para o boneco", só que não me parece que exista tal expressão.
Mas como o momento é, supostamente, dedicado à poesia, e em verso tudo é permitido, ou quase, aqui vos deixo o produto de mais um momento de loucura, sem mais delongas, ou comentários.

EM VERSO…

Não escrevia
Olhava
Mas não a via
Sorria
Num sorriso aberto
Decerto
Era a melodia
Atento
Escutava a poesia
Dançava
Numa fantasia
Consigo
Sem ter companhia
Cantava
Nem a letra sabia
Gostava
Dessa bizarria
Rimava
Quando não podia
Por perto
Ninguém o ouvia
Rezava
Só ele sabia
Gostava
Não compreendia
A vida
Essa alegoria
E já não lia
Não cantava
Não dançava
Apenas escrevia
E sorria…

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O GÉNIO...E AS MULHERES


Num período em que somos, quotidianamente, confrontados com desgraças de diversa natureza, o riso e o sorriso são essenciais para a preservação da nossa sanidade mental.
A anedota que reproduzo, abaixo, foi-me enviada por uma mulher, o que evidencia um sentido de humor pouco comum.
Na sociedade dos nossos dias, em que as desgraças são "a notícia" e parece acentuar-se a tendência para levarmos tudo demasiado a sério, um pouco de boa disposição não só não faz mal nenhum, como ajuda a enfrentar os problemas do quotidiano.
No caso vertente, e se for mulher, não leve a coisa demasiado a sério.
Aproveite, brinque com o assunto e vingue-se contando aquela anedota, horrível, acerca do sexo masculino.

Pedido Difícil

Um homem caminhava pela praia e tropeçou numa velha lâmpada.
Esfregou-a e um Génio saltou lá de dentro:
- Ok você libertou-me da lâmpada, bla, bla, bla; esqueça aquela historia dos três desejos, porque você apenas tem direito a um. Escolha!
O homem pensou por um instante e disse:
Eu sempre quis ir ao Arquipélago de Fernando de Noronha , mas tenho medo de voar.
De navio costumo ficar enjoado. Você poderia construir uma ponte até Fernando de Noronha para que eu pudesse ir de carro?
O Génio riu:
- Impossível! Já imaginou a logística que seria necessária?
São ilhas oceânicas, afastadas da costa. Como é que as colunas de sustentação poderiam chegar ao fundo do Atlântico?
Pense na quantidade de betão armado, de aço, de mão-de-obra...
Não, de maneira nenhuma! A ponte não pode ser! Faça um pedido mais razoável.
O homem compreendeu, pensou, e tentou adequar o seu pedido.
Finalmente disse:
- Sabe, eu fui casado quatro vezes e quatro vezes me separei.
As minhas mulheres sempre disseram que eu não me importava com elas e que sou um insensível.
Por isso, o meu desejo é poder compreender as mulheres:

Saber o que elas sentem, verdadeiramente...
Saber o que pensam quando não falam com a gente ....
Saber porque é que choram....
Saber o que elas realmente querem quando não dizem nada....
Saber como poder fazê-las, realmente, Felizes!

O Génio, fez um silêncio, pensou, e respondeu:

- Afinal, você quer a merda da ponte com duas ou com quatro faixas ?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O GRANDE AMOR DA MINHA VIDA!


Hoje, ao final da tarde, quando forem precisamente 18 horas, passam 31 anos sobre o acontecimento que fez de mim o homem mais feliz do mundo.
O bebé de ontem cresceu, aprendeu, fez-se um homem, no pleno sentido da palavra.
Claro que todos os pais pensam que os seus filhos, enquanto pequenos, são os melhores do mundo e eu não fujo à regra.
Mas, para mim, mesmo um homem feito, com todas as suas imensas qualidades e alguns defeitos, o meu filho continua a ser o melhor do mundo e assim continuará a ser até que a morte nos separe.
Neste dia, em que o meu filho comemora o 31º aniversário, há um tropel de imagens e situações que me vêm à memória, de entre as quais se destacam, naturalmente, muitas das que se relacionam com o seu nascimento.
O meu pai, que correu para o quarto da maternidade, para me dar a notícia, já não está, fisicamente, entre nós, para poder celebrar comigo, mas este dia também é dele. Dele e da minha avó Rogélia, os dois pilares mais importantes da minha adolescência e do início da minha vida adulta.
Onde quer que eles estejam, eu sei que partilham comigo este momento de alegria e sabem o quanto me esforcei para incutir no meu filho os valores e princípios que me deixaram em herança.
Outros houve que partiram, uns fisicamente, outros não, mas também estes acabam por ser lembrados. Afinal, a memória tem de ser preservada e respeitada, mesmo a daqueles que escolheram o caminho da separação...
Mas porque é do aniversário do meu filho que se trata, a minha homenagem vai, naturalmente, para a mãe, a Ana, que o gerou e transportou no ventre, e teve de enfrentar um parto complicado, para que eu pudesse ter o meu bem mais precioso.
Estou-lhe eternamente grato por isso e os meus parabéns vão, naturalmente, também para ela.
Afastados no quotidiano, partilhamos a maior riqueza que os pais podem ter, e desse ponto de vista, tenho a certeza de que ela, como eu, sabe que somos os pais mais ricos do mundo.
Daqui a alguma horas, estaremos os três reunidos à volta da mesa do almoço, e recordaremos, decerto, alguns momentos destes recheados 31 anos, bem como os amigos e familiares que, tendo sido importantes nas nossas vidas, e foram tantos, merecem o nosso reconhecimento. Para todos, em nosso nome, muito obrigado!
Ao meu filho, para além dos habituais parabéns e votos das maiores felicidades, quero dizer-lhe o quanto me sinto orgulhoso pelo seu comportamento.
O jovem fez-se um Homem, que sabe honrar os valores e princípios que lhe foram transmitidos ao longo da vida, e demonstra uma nobreza de carácter ao alcance de poucos, como ficou bem demonstrado neste último ano.
Tu, Frederico, tens sabido dar sentido ao desejo expresso naqueles versos de Ilídio Sardoeira, que um dia eu copiei para a minha pasta da escola, e tantas vezes recitámos juntos:
Sê sempre um Homem com os homens dentro
Que a palavra que cales ou que dês
Traga consigo, como tronco de árvore
A vertical firmeza do que és.
Obrigado meu filho, por me retribuíres, com juro elevadíssimo, todo o investimento na tua educação e formação.
És o grande amor da minha vida! Sê feliz!

PS: Uma nota final, para realçar uma falha imperdoável: Por este caminho, não chego a ver netos...

sábado, 21 de agosto de 2010

SÓCRATES: ESSE MALANDRO...


A notícia tem poucas horas, e dela tomei conhecimento via Twitter, remetendo para a página da TSF, na Internet:

"O vice-presidente social-democrata, Diogo Leite Campos, diz que o PSD não está interessado em criar «crise política» e acusa José Sócrates de apenas apresentar a versão dos factos que lhe convém numa resposta à acusação do primeiro-ministro de que o PSD está a prestar um mau serviço ao país."

Mas o vice-presidente do PSD vai mais longe, e para que não restem dúvidas, esclarece:

"Diogo Leite Campos diz ainda à TSF «que o PSD não está interessado em crise», adiantando que os social-democratas apenas pretendem que o «Governo apresente um bom Orçamento, o que não fez até hoje».
O vice-presidente do PSD explica que o partido vai apoiar todas as medidas socialistas que considere patrióticas, mas deixa uma acusação ao Executivo de José Sócrates.
«O Governo está a preparar-se para apresentar o Orçamento do Estado pelo menos nas suas grandes linhas numa altura em que já não é possível dissolver a Assembleia da República e demitir o Governo, ou seja, se o Governo fosse transparente apresentava-o, como disse o doutor Passos Coelho até 9 de Setembro, em que era possível devolver o poder aos portugueses», defende.
«Portanto, o Governo está a esconder-se atrás da impossibilidade de dissolver a Assembleia para poder apresentar o Orçamento que quer», prossegue Diogo Leite Campos.
O dirigente social-democrata rejeita também a acusação de que o PSD está a desviar as atenções das propostas de revisão constitucional e sublinha que não existe nenhum falhanço nesta área por parte dos social-democratas.
"

Ficámos, pois, a saber que, o malandro do primeiro-ministro está a "apresentar a versão que lhe convém", facto tanto mais grave quanto a nossa política está cheia de exemplos de dirigentes partidários a apresentarem versões que não lhes convêm.
E a posição do PSD é tanto mais compreensível quanto é público e notório que, nem Passos Coelho, nem qualquer outro dirigente do PSD, incluindo o vice-presidente Diogo Leite Campos, ousaria apresentar aos portugueses "uma versão que lhe convém", não só no que diz respeito aos assuntos do Orçamento, da revisão constitucional, ou do desejo de antecipar as eleições legislativas, como a qualquer outro tema da vida nacional.
E é mais do que óbvio que, quando Diogo Leite Campos omite, no seu discurso, que as propostas que o PSD agora recusa constam do PEC enviado a Bruxelas, para vigorar até ao final de 2011, com o seu acordo e aprovação, não está a "apresentar a versão que lhe convém".
Somente não lhe ocorreu falar desse assunto, aliás um mero detalhe em toda esta discussão, porquanto, como pode ser confirmado por qualquer observador independente, o PSD sempre prestou aos os portugueses toda a informação relevante, para que pudessem formar uma opinião.
Como se verificou, recentemente, a propósito da anunciada proposta de revisão constitucional.
E como se esta pouca vergonha não bastasse, pasme-se, o Governo tem a ousadia de estar a preparar-se para apresentar as grandes linhas do Orçamento depois do dia 9 de Setembro.
Trata-se de um atentado a uma consagrada prática governamental, de dar a conhecer aos portugueses as grandes linhas do Orçamento para o ano seguinte em Agosto, procedendo à sua concretização na primeira semana de Setembro.
E entende-se a indignação de Leite Campos e da direcção do PSD, porque é de justiça reconhecer que, quando o partido esteve no Governo, sempre assim procedeu, com o líder a anunciar as grandes linhas orçamentais, para o ano seguinte, no Pontal, e a proceder à sua concretização na semana subsequente.
Lamentavelmente, foi preciso o malandro do Sócrates chegar ao poder para que acabasse esta saudável prática governamental, que remonta aos tempos do PPD.
Em consequência, resulta claro e compreensível que, neste contexto, Diogo Leite Campos acuse o Governo de "se esconder atrás da impossibilidade de dissolver a Assembleia, para apresentar o Orçamento que quer".
Não que o PSD esteja interessado em provocar qualquer crise, longe disso, aliás Leite Campos teve o cuidado de confirmar o apoio do partido a "todas as medidas socialistas que considere patrióticas", tal como sucedeu quando Passos Coelho decidiu dar as mãos ao País, aos portugueses, e ao Governo, para aprovar a revisão do PEC que está em Bruxelas.
Só que isso foi há muitos meses, quando a crise financeira estava no auge, o desemprego aumentava, o PIB não crescia e a inflação estava sob controlo.
Agora, com a radical alteração da situação económico-financeira, não só o país e os portugueses já não precisam que lhes dêem as mãos, como o Governo merece que lhe dêem com os pés.
E se alguém se atrever a sugerir que esta posição do partido possa estar relacionada com o recente trambolhão nas sondagens, em consequência de uma excelente proposta de revisão constitucional, que a ignorância dos portugueses não lhes permite compreender, é porque desconhece o empenhamento e a prática política dos dirigentes do PSD, na defesa da transparência e do interesse nacional.
Sim, porque como é do conhecimento de todos, incluindo o Presidente da República,a actual direcção do PSD seria incapaz de apresentar uma versão dos factos que lhe fosse conveniente, e quando defende a apresentação das grandes linhas do Orçamento até 9 de Setembro, ou a devolução do poder aos portugueses, nada mais faz do que zelar, escrupulosamente, pelos superiores interesses nacionais.
Nem outra coisa seria admissível, por parte de um partido político responsável!
Ah,se não fosse esse malandro do Sócrates...