domingo, 6 de junho de 2010

OS GATO FEDORENTO

Também da autoria de Rui Pedro Brás, responsável por "Os Dez Mandamentos de Jesus", terminei a leitura desta homenagem aos Gato Fedorento.
Um livro divertido, sobre a vida e o percurso dos 4 comediantes que integram o grupo, que proporciona hilariantes momentos de leitura, para além de nos dar a conhecer algumas peripécias interessantes desta sua curta e bem sucedida carreira.
Uma boa leitura de verão.

JORGE JESUS

Devo começar por confessar que não é meu costume comprar, ou ler, livros sobre personalidades ligadas ao futebol nacional.
O meu benfiquismo e o sucesso conseguido pelo Benfica, em tão curto espaço de tempo, praticando um futebol como há muito não se via, motivaram-me a adquirir este livro, para tentar conhecer um pouco melhor o principal responsável pela transformação ocorrida.
Da responsabilidade de Rui Pedro Dias Braz, um jovem jornalista de 32 anos, este livro mostra-nos um pouco da personalidade do treinador do Benfica, através do seu percurso como jogador e treinador e foi publicado antes de o Glorioso se sagrar campeão nacional.
A determinação de Jorge Jesus em afirmar-se, como treinador, no futebol nacional fica bem patente, num percurso de sucesso que, como normalmente sucede, teve de ultrapassar inúmeros escolhos.
De leitura fácil, o livro ajuda-nos a entender melhor os motivos do sucesso de um treinador ambicioso e que respira auto-confiança, coisa rara entre os portugueses.
Na passada semana, um amigo confidenciara-me que Pinto da Costa teria tentado aliciar Jorge Jesus para assinar pelo Futebol Clube do Porto, o que teria sido um duro golpe para os benfiquistas. Dias depois, o jornal desportivo "A Bola" confirmava essa falhada tentativa.
A leitura do livro ajuda a perceber a motivação subjacente a essa iniciativa, que vai muito para além da habitual "malandrice" do presidente do Porto e do seu ódio de estimação ao Benfica...
Começo a acreditar que, com este treinador, o Benfica não só pode renovar o título de campeão no próximo ano, como também fazer uma excelente figura na Liga dos Campeões.
Assim o ajude a sorte e a inspiração divina...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

MATARAM O SIDÓNIO!


Acabei de ler mais um excelente livro de Francisco Moita Flores, desta vez um romance sobre o assassinato de Sidónio Pais, presidente da República Portuguesa, em 14 de Dezembro de 1918.
O romance, que decorre numa época conturbada da vida política portuguesa e num período em que uma pandemia de gripe, a "influenza pneumónica", devastava a população mundial, resulta da ficção em torno da autópsia efectuada ao cadáver do presidente, que contrariou as práticas da época e punha em causa a tese oficial sobre o assassinato...
Os diálogos entre Asdrúbal d'Aguiar, que efectuou a autópsia e publicou o documento que serviu de base ao romance, e Moreira Júnior, responsável pelo embalsamamento do corpo do antigo presidente, são momentos absorventes que provocam no leitor as mais intensas e variadas reacções, com momentos de enorme brilhantismo...
Uma leitura a não perder!

terça-feira, 1 de junho de 2010

SOB O SIGNO M & M

No domingo, na TVI, o professor Marcelo aceitava, sem discussão, a presença de 300 mil pessoas na Manifestação promovida pela CGTP, coisa que nem a sindicalista responsável por anteriores contagens ousara fazer. Deu-lhe jeito, para criticar o primeiro-ministro, mas não lhe ficou bem...
Estava dado o mote para uma semana M&M, com cada um a poder escolher o papel que mais lhe convém...
Em Madrid, Mourinho surgiu mais cauteloso do que é costume, embora sem Medo, não fazendo promessas que não a de trabalhar para que o Real Madrid possa voltar a conquistar os títulos de que tem estado arredado. Inteligente, sabedor das dificuldades que o esperam, moderou o discurso, que não a ambição e isso acabará por jogar a seu favor...
Em Marrocos, Mais exportações motivavam o empenhamento de Sócrates, tal como já fizera no Brasil e na Venezuela. As dificuldades são muitas, mas o primeiro-ministro não pode ser acusado de não se esforçar para promover as exportações portuguesas e o investimento estrangeiro no país...
Já em Lisboa, Mário, de apelido Soares, encarregava-se de confirmar que não apoiaria Manuel, de apelido Alegre, aproveitando para criticar Sócrates e o PS pela decisão de apoio ao poeta.
Soares não tem memória curta e por detrás daquele seu ar bonacheirão está um político implacável, mesmo para com os seus antigos amigos e "compagnons de route". Ontem, Salgado Zenha, hoje, Manuel Alegre...
Na Covilhã, o Mister Queirós prepara a fase final do Mundial, sem conseguir congregar o entusiasmo de outras campanhas. Pode ser que as baixas expectativas acabem por favorecer a selecção portuguesa...
No país, com a publicação do decreto-lei que autoriza o casamento "gay", o presidente Cavaco Silva ficou em maus lençóis e os Mariquinhas anunciam o seu empenhamento em defesa da adopção de Meninos e Meninas. Era de esperar e aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...
Em geral, a conflitualidade domina, com os políticos e a comunicação social parecendo pouco preocupados com a defesa dos interesses do país, secundados por uma elite que sempre viveu à conta do Estado e uma opinião pública facilmente manipulável. A crise parece servir para tudo menos para congregar boas vontades...
Tinha razão o general romano, no século III antes de Cristo, na carta que escreveu ao imperador, quando da conquista da Península Ibérica: : "Há na parte mais ocidental da Ibéria um povo muito estranho: não se governa, nem se deixa governar!".
Aguarda-se Mais do Mesmo!