segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CHICO BUARQUE...Á BENFICA !


Curiosamente, procurando uma foto para ilustrar a extraordinária crónica de João Pedro Roriz, que reproduzo abaixo, encontrei esta recordação única, em que Chico Buarque de Hollanda, aparece com Eusébio da Silva Ferreira e Mário Esteves Coluna, duas das maiores figuras de sempre do meu Glorioso Sport Lisboa e Benfica, no velho e saudoso Estádio da Luz.
E se já era grande a minha admiração por Chico Buarque, vê-lo vestido com a camisola do meu Glosioso foi, confesso, "a cereja em cima do bolo".

Diário do João Pedro Roriz
Desde 28/11/09, posto aqui uma crônica diária, baseada em situações inusitadas, engraçadas e reflexivas do meu dia. Falo basicamente da difícil tarefa de ter quase trinta anos, enumerando, sem pudor, fracassos profissionais e amorosos... Poste seu comentário!
OBS.: Os textos aqui postados são baseados em fatos verídicos, mas são obras literárias e artisticas, portanto fictícias!
Monday, February 15, 2010


CHICO BUARQUE E SUA UNANIMIDADE
Crônica do dia 14/02/2010 João Pedro Roriz

Nelson Rodrigues disse que toda unanimidade é burra... Se isso for verdade, nem todo mundo concorda, certo? Existe uma unanimidade que, para mim, faz todo sentido: Chico Burque de Hollanda.
Quem nunca ouviu a mulherada falar dos olhos azuis do Chico? Ou se indagarem, bobas: "como pode descrever tão bem a alma feminina"?. Uma vez, eu vi uma garota de dezoito anos, totalmente bêbada, num momento de lucidez poética, gritar agarrada ao poste da praça:
- Chico, quero brincar no teu corpo feito bailarina, que logo te alucina, salta, se ilumina quando a noite vem!
E eu cá debaixo, cantarolei baixinho:
- ... e nos músculos exaustos dos seus braços, repousa frouxa, farta, murcha, morta de cansaço...
Conhecer as letras de Chico, é ter acesso ilimitado ao seu eleitorado. Valeu, cara!
Ao mesmo tempo que sinto inveja criativa de um artista tão completo, entendo seu isolamento. Deve ser difícil ser Chico Buarque de Hollanda. Ainda mais sem cigarro, café, violão e Tom Jobim.
Deve ser difícil ser um artista tão unânime, afinal Chico não agrada só as mulhers. Já vi muito marmanjo-macho dizer por aí que se fosse obrigado a dar um beijo na boca de um homem, que fosse em Chico Buarque de Hollanda. É a típica homenagem que o compositor com certeza não vai querer receber.
E, para a alegria da mulherada, Chico é poeta-compositor, músico sensível... e homem... e tímido! Quase um ET! Seu culto às mulheres, o Politeama aos sábados, o barzinho com os amigos no domingo e a poesia defenestrada durante as tardes de sexta-feira o trasformaram em uma complexa evolução: o sonho de qualquer mulher, o Homem 2.o.
Eu diria que Chico é a salvação da lavoura dos homens, o exemplo de masculinidade aliada ao atletismo, à sensibilidade poética e... à feminilidade! Nunca escutei um amigo invejoso dizer que Chico Buarque é gay. Afinal, Chico também descreveu muito bem os homens brasileiros, os "Pedros Pedreiros" (proletariados da vida), os sufocados, seja em Construção, ou em Cotidiano... o malandro que gostava da Lapa e agora chocalha no trem da Central, o vagabundo que não quer trabalhar...
E politicamente, então, nem se fala... Desde os tempos de chumbo, é a salvação das minorias, dos ratos de rua, irriquietas criaturas... e hoje, permanece, num momento que a música popular brasileira anda tão "ies, ies, ies".
Sinceramente, acho que nem quero conhecê-lo, pois seria frustrante cair na realidade de que meu amigo íntimo (no qual conheço a vida passada de trás pra frente, como num retrato... ou melhor, num DVD em branco e preto), sequer sabe quem sou.
E pensar que tem tanta gente aí que daria tudo só para fazer um cooper com o cara, ou bater um papo informal num barzinho do Leblon... Conheço gente que venderia os próprios rins para ser músico de sua banda, biógrafo de sua jornada, copeiro do seu hotel, ou balaústre de seu palácio.
Eu prefiro render-lhe homenagens por aqui e ao piano, tocando:
Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
* Todos os direitos reservados ao autor
posted by Blogger Oficial de João Pedro Roriz

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

INFORMÁTICA APLICADA...

Nestes tempo em que a informática ocupa um papel crescente no nosso quotidiano, não podia deixar de transcrever a mensagem que acabei de receber, e que me proporcionou um excelente momento de boa disposição.

Assunto: Upgrade de um Namorado 5.0 para Marido 1.0

Caro Apoio Técnico,
No ano passado fiz um upgrade do NAMORADO 5.0 para o MARIDO 1.0 , (ou seja: casei!!!) e notei uma redução significativa de performance, principalmente nas aplicações FLORES e JÓIAS, que operavam sem falhas no NAMORADO 5.0 . Além disso, o MARIDO 1.0 desinstalou outros programas importantes como ROMANCE 9.5 e ATENÇÃO AO QUE EU DIGO 6.5 e instalou aplicações indesejáveis como JOGO DE FUTEBOL 5.0. Também não tenho conseguido rodar o programa CONVERSAÇÃO 8.0 e o AJUDAR EM CASA 2.5: o sistema simplesmente bloqueia. Tentei fazer correr o RECLAMAÇÕES 5.3 para corrigir esses problemas mas não consegui nada. O que faço?
Ass.: Utilizadora desesperada.
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Cara Utilizadora desesperada,
Primeiro, tenha em mente que o NAMORADO 5.0 é um pacote gratuito e de entretenimento, enquanto MARIDO 1.0 é um sistema operativo. Comece por fazer o download de LÁGRIMAS 6.2 e depois digite o comando C:/EU PENSEI QUE ME AMAVAS para instalar o SENTIMENTO DE CULPA 3.0. Essa operação actualiza automaticamente as aplicações FLORES 3.5 e JÓIAS 2.0. Mas lembre-se que o uso em excesso dessas aplicações no MARIDO 1.0 pode activar alguns programas indesejáveis como SILÊNCIO TOTAL 6.1 , IR VER O FUTEBOL COM OS AMIGOS 7.0, que invariavelmente instala o CERVEJA 6.1 e CIGARRO 3.1. Este último é terrível, pois cria arquivos do tipo WAV da versão RESSONANDO ALTO 2.5.(ehehehehe) De qualquer forma, não instale SOGRA 1.0 ou reinstale qualquer versão de NAMORADO. Estas aplicações são incompatíveis e vão bloquear o MARIDO 1.0. Em resumo, MARIDO 1.0 é um óptimo sistema, mas ele tem limitações de memória e demora a correr certas aplicações. Para o perfeito funcionamento do sistema, sugerimos que a senhora adquira alguns programas adicionais. Recomendamos: JANTAR ROMÂNTICO3.0, LINGERIE 6.9 e KAMASUTRA 3.1
Muito cuidado: Algumas clientes instalam o FILHO 1.0 para tentar dar estabilidade ao sistema e muitas vezes isso causa alguns efeitos contrários, sendo necessário, antes, uma verificação total no sistema para garantir espaço no disco e, principalmente, ter um SWAP adequado no MONEY 3.0.
Boa Sorte.
Atenciosamente.
Apoio Técnico

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


Um amigo fez-me chegar a mensagem electrónica que passo a reproduzir.
É verdade que o comércio livre e o fim do proteccionismo são da maior importância para o comércio mundial, e que Portugal também depende, e muito, das suas exportações, mas não é menos verdade que é importante o consumo de produtos nacionais, podendo, até, justificar-se alguma discriminação positiva nesse sentido.
Mas enfim, nesta como noutras matérias existem opiniões para todos os gostos, e todas elas respeitáveis.
Aqui vai a transcrição :
Parece anedota mas é importante para TODOS Nós PORTUGUESES...

O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in Índia), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italia), o Zé decidiu relaxar por uns instantes.
Descalçou os seus sapatos (Made in Nederland), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL....
Talvez este e-mail devesse ser enviado aos consumidores portugueses.

O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.

P.F. ponham este e-mail a circular. Pode ser que acorde alguém.
SÓ MAIS UMA INFORMAÇÃO... PRODUTOS NACIONAIS COMEÇAM TODOS POR 560 NO CÓDIGO DE BARRAS... NÃO CUSTA NADA... É SÓ OLHAR E ESCOLHER... PRINCIPALMENTE OS PORTUGUESES...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

MAR ENCRESPADO...

Mário Crespo é jornalista, e nessa qualidade deve manter, digo eu, uma certa contenção em matéria de opinião política.
Mário Crespo escreve artigos de opinião, nos quais esquece a sua condição de jornalista e ataca o primeiro-ministro, os que lhe estão próximos, e o seu governo, no que está no seu direito.
José Sócrates é primeiro-ministro de Portugal, e nessa qualidade deve respeitar, digo eu, os jornalistas, mesmo aqueles que lhe criticam a acção e o comportamento.
José Sócrates, além de primeiro-ministro é também um cidadão, e não nutre particular simpatia por aqueles que o criticam, sobretudo os que, sendo jornalistas, utilizam esse estatuto para o fazer, assistindo-lhe, nessa qualidade, o direito de os criticar.
Sucede que Sócrates se cansou das críticas de Crespo, e terá dito, á mesa de um restaurante, onde jantava com os amigos, e ministros, Pedro Silva Pereira e Jorge Lacão, que Crespo era um problema e precisava ser internado.
Uns amigos, ou conhecidos, de Crespo, também jornalistas, ouviram a conversa, informaram o visado, e este decidiu escrever uma crónica a contar, e criticar, o sucedido.
O Jornal de Notícias, para quem Crespo fazia as crónicas, terá considerado que se tratava de matéria pessoal e impediu a publicação.
Foi o suficiente para que se encrespassem as águas e ressurgissem os ataques ao primeiro-ministro, quanto ao modo como reage ás críticas dos jornalistas, e á sua alegada tentação para controlar a comunicação social.
Crespo, entretanto, concede entrevistas, considerando-se um jornalista incómodo, afirmando-se perseguido e procurando associar o seu caso ao de Moniz, Moura Guedes, e outros, ao mesmo tempo que usa os seus conhecimentos e amizades, ligadas ao principal partido da oposição, para editar, em tempo recorde, um livro de crónicas, incluindo a que esteve na base da polémica.
É verdade, digo eu, que José Sócrates não lida bem com os seus críticos, e revela tiques de autoritarismo nessa, e noutras, matérias.
Mas não é menos verdade que Mário Crespo mistura, intencionalmente, as suas funções de jornalista e de cronista, para atacar, ostensivamente, o primeiro-ministro, com base em opiniões e juízos de valor.
Se Crespo se sente no direito de usar a sua condição de cronista para atacar o primeiro-ministro, terá de aceitar que o cidadão Sócrates o critique, e até entenda que o seu estado de saúde merece cuidados, e um eventual internamento. E que comente esse facto, á mesa, com os amigos, do mesmo modo que Crespo recorreu aos amigos para publicar o livro...
O que Mário Crespo parece pretender, e não me parece razoável, é ter "sol na eira, e chuva no nabal", reclamando, enquanto cronista, um tratamento como jornalista, ao mesmo que nega ao primeiro-ministro o direito de ter opinião como cidadão.
Acredito que talvez Barack Obama não reagisse como Sócrates, como afirma Mário Crespo em entrevista ao jornal Expresso, mas também penso que talvez nenhum jornalista americano, digno desse nome, confundisse as suas funções com as de cronista, do modo como Mário Crespo faz.