terça-feira, 14 de julho de 2009

VALEU A PENA !


A prestação de José Alberto de Carvalho na Assembleia da República, a propósito do serviço público de televisão, só me merece um comentário: Excelente !
José Alberto de Carvalho foi claro, directo, não fugiu ás perguntas, e reivindicou o direito ao erro, de boa fé, recusando manipulações e deixando bem clara a diferença, relativamente a "critérios jornalísticos" passados.
Assisti ao debate, em diferido, na ARtv, e confesso: Valeu a pena !
Parabéns José Alberto de Carvalho !
A televisão pública está no bom caminho !

DETALHES...


1. Gostei das primeiras partes dos jogos do Benfica.
2. Gostei da atitude de Jesus, ao decidir não penalizar Yebda e Quim, pelos erros cometidos contra o Sion.
3. Não entendi a escolha dos capitães, Maxi Pereira e Cardoso.
Com jogadores portugueses em campo, e com mais tempo de Clube, não consigo entender a escolha.
Infelizmente, a questão da braçadeira tem vindo a perder importância, lembro-me, até, de ter sido permitido a Simão Sabrosa colocar nela a fotografia da filha, e isso não é um bom sinal.
Salvo melhor opinião, a braçadeira de capitão é, também, um dos símbolos do Clube, pelo que não pode ser indiferente a escolha de quem a usa.
Pode parecer um detalhe, mas a vida é feita de detalhes...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

QUESTÃO DE ATITUDE...


Mesmo tratando-se de uma figura engraçada, confesso que nunca gostei do Calimero, pela sua atitude conformista, expressa na célebre frase "ninguém me ama, ninguém me quer", e custa-me muito ver os dirigentes do meu Clube fazerem o papel do "patinho feio".

Vem isto a propósito da falhada contratação de Falcão e das declarações de Rui Costa, relativamente ao interesse do FCPorto no jogador. Soam a desculpa de mau pagador e ninguém acredita que, se o Benfica estivesse de boa saúde financeira, não faria tudo para evitar que ele fosse parar ao Porto. O contrário é que seria de estranhar.

Afinal, a essência da rivalidade desportiva é essa mesmo, e a menos que tenham havido comportamentos éticamente reprováveis, que desconheço, o Porto não fez mais do que defender os seus interesses, tal como o Benfica faria, em situação inversa.

O que é importante, a meu ver, é que os dirigentes do Benfica reconheçam que esta situação não é virgem, pelo contrário, sendo preocupante a incapacidade manifestada para guardar segredo até á conclusão do negócio, como tem sido frequente.

A "blindagem" de que Vieira sempre fala, está longe de ter sido conseguida, apesar de ele estar a iniciar um terceiro mandato, e se as decisões são tomadas por um número restrito de pessoas, não deve ser difícil identificar a proveniência das fugas de informação.

A menos que seja o próprio presidente a dar essas informações, e aí não há nada a fazer...

Mas este mesmo espírito calimero estende-se a outras áreas, como ficou demonstrado quando da recusa, por parte da assembleia geral da Liga, da proposta de limitação do número jogadores, do mesmo escalão, que um clube pode emprestar a outro.

Como é natural, o FCPorto defende a inexistência de limites, já que se trata do clube que mais jogadores tem para emprestar, assim como o Benfica, se fosse ao contrário, defenderia igual posição. Pode não ser o que melhor serve os interesses do futebol português, mas a posição é compreensível.

Ao Benfica cabe continuar a bater-se por aquilo em que acredita, apresentando as propostas que, em seu entender, melhor servem os interesses do futebol nacional, sem taticismos e de forma clara, procurando obter o apoio dos restantes clubes, para a sua aprovação.

É preciso que o Benfica assuma, com clareza, as transformações que gostaria de ver consagradas, em matéria de quadro competitivo, das relações entre os clubes, da arbitragem, da Federação e da Liga. E que o faça de forma clara, integrada, e não através de propostas avulsas. Como também é preciso que consiga, pela via do diálogo, convencer os seus parceiros na Liga de que as suas propostas são as que melhor servem os interesses do futebol português.

É tempo de os dirigentes do Benfica entenderem que, as posições, isoladas, de "paladino da Justiça", não produzem qualquer efeito, a não ser para consumo interno, e que uma verdadeira transformação, no futebol nacional, requer o apoio de uma maioria, qualificada, de clubes.

E é tempo de de começarem a agir nesse sentido, sem "lamechices", mas também sem arrogância, de forma frontal e transparente, pois só assim conseguirão os apoios necessários à mudança, que já tarda...



RESCALDO...


Passada a agitação das eleições no Benfica, entendo que se justifica uma reflexão sobre todo o processo, numa perspectiva tão independente, quanto possível.
É nesse contexto que, não estando eu de acordo com a actual gestão de Luís Filipe Vieira, não vou abordar a questão da antecipação das eleições, o desrespeito por ordens judiciais, ou a manipulação da informação fornecida aos órgãos de comunicação social...
Tudo isso já foi, abundantemente, comentado, e cada um tirará as ilações que quiser...
Em meu entender, ficou claro, ao longo de todo o processo, que a oposição à actual gestão do Clube se baseia mais na pessoa do seu presidente, do que em projectos alternativos.
Goste-se, ou não, o Movimento "Benfica, Vencer, Vencer", para além de não ter sido capaz de gerar uma candidatura, demonstrou enorme fragilidade na sua capacidade para apresentar um modelo de gestão para o Clube, perdendo-se em generalidades, nada convincentes, e hipotecando a possibilidade de se constituir como alternativa.
Aliás, mal ou bem, a ideia que ficou é que o Movimento se aglutinou em torno da figura de José Veiga, a qual, convenhamos, está muito longe de ser consensual entre os benfiquistas...
Já Bruno de Carvalho, que eu apoiei, procurou apresentar algumas ideias, mas tinha, a seu desfavor, o facto de ser um sócio recente do Clube, ficou enfraquecido pelas dúvidas quanto á legitimidade da sua candidatura, "perdeu-se" em batalhas jurídicas, e não foi capaz de fazer passar a sua mensagem, como o atesta o resultado eleitoral, com os votos em branco a mais do que duplicarem a sua votação.
Reconheço que ficou claro que não existiam condições para derrotar Luís Filipe Vieira, mas isso não significa que a sua gestão seja a que melhor serve os interesses do Sport Lisboa e Benfica.
A expressiva vitória conquistada, dá-lhe o direito de gerir os destinos do Clube, nos próximos 3 anos, mas não lhe confere os poderes absolutos, que ele gostaria...
Ou muito me engano, ou Viera continuará a ser o que sempre foi, renovando promessas, que nunca serão cumpridas, privilegiando a SAD, em prejuízo do Clube, evitando o debate sobre os temas mais importantes, como a revisão dos estatutos ou a integração da Benfica Estádio na SAD, e insultando todos aqueles que dele ousem discordar...
Cabe a quem discorda, do estilo, e do método, passar a estar presente nas Assembleias Gerais, e apresentar propostas alternativas, credíveis, em vez de se perder em críticas menores que, por mais justificadas que sejam, apenas transmitem uma ideia de "mau perder".
É tempo de os benfiquistas discutirem o Benfica do futuro, na base de projectos e não de pessoas, ao mesmo tempo que exigem dos seus dirigentes o cumprimento das suas promessas eleitorais.
Sem fazerem qualquer tipo de oposição sistemática, da qual, frise-se, Veira não pode queixar-se, por inexistente, os que, como eu, pretendem um Benfica diferente, devem expôr as suas ideias, e sujeitá-las ao debate.
Na impossibilidade de o fazermos no interior do Clube, façamo-lo aqui, na internet, com linguagem própria, educada, no respeito pelas opiniões de todos e com o único intuito de contribuirmos para o engrandecimento do Sport Lisboa e Benfica.
Para bem do Benfica, esperemos que o actual presidente cumpra o que prometeu, eu serei dos primeiros "a dar a mão á palmatória", mas se isso não acontecer, é preciso estarmos preparados, sob pena de o próximo acto eleitoral voltar a ser mais um "passeio" para Luís Filipe Vieira.
E o Benfica nada ganharia com isso...