domingo, 31 de outubro de 2010

O LEGADO DO PRESIDENTE


O Brasil está a votos, para escolher o novo Presidente da República.
Segundo as sondagens, tudo indica que Dilma Vana Rousseff, candidata do PT, venha a ser a primeira mulher presidente do Brasil, já que tem um vantagem da ordem dos 10% sobre José Serra, candidato pelo PSDB.
A confirmar-se a previsão, Dilma bem pode agradecer ao Presidente Lula a sua eleição, já que os seus impressionantes 83% de taxa de aprovação, em fim de mandato, serão determinantes para o resultado final, qualquer que ele seja.
A possível vitória de Dilma é, por isso mesmo e a meu ver, uma vitória de Lula e do seu legado.
Goste-se dele, ou não, Lula, que é, em minha opinião, o melhor Presidente da República, brasileira, de sempre, tem motivos para se orgulhar do seu legado.
Pretender reduzir o sucesso de Lula à continuidade das políticas de Fernando Henrique, como os tucanos gostam de fazer, é demasiado redutor para definir uma presidência que restituiu ao Brasil a credibilidade financeira, que melhorou, de forma muito significativa, a vida de milhões de brasileiros, que geriu, como poucas, uma das maiores crises internacionais de que há memória, e que projectou o país, internacionalmente, como nenhuma outra.
É certo que muita coisa está por fazer, que foram cometidos vários erros, e que este maravilhoso país, que eu adoro, e as suas extraordinárias gentes, têm pela frente muito trabalho, para resolverem os enormes problemas que ainda subsistem.
Mas isso não pode, nem deve, ser utilizado para diminuir o legado desse grande estadista que se dá pelo nome de Luiz Inácio Lula da Silva, que teve, entre muitos outros, também o mérito de demonstrar que não é preciso nenhum curso superior para se poder ser um bom Presidente da República.
Neste momento em que se escolhe o seu sucessor, quero expressar a minha homenagem e admiração pelo presidente Lula, agradecer-lhe o seu interesse por Portugal e tudo o que fez pela intensificação do relacionamento entre os nossos dois países e desejar-lhe as maiores felicidades para o futuro.
Obrigado, Presidente.

sábado, 30 de outubro de 2010

DIAS DE CHUVA...


Parece ser razoavelmente consensual que os dias de chuva nos convidam a ficar em casa. Ou melhor, convidam os portugueses a ficar em casa, porque os ingleses, por exemplo, não alteram nenhuma das suas rotinas, ou deixam de sair de casa, por causa da chuva.
Seja como for, gosto destes dias chuvosos e do seu convite a que fiquemos em casa.
Desde logo porque gosto de ouvir chover, algo que aprendi a gostar desde criança, quando, deitado na cama, fica a a ouvir a chuva bater nos vidros da janela e o barulho da queda da água, das goteiras.
Depois porque estar em casa, em dia chuvoso, me incentiva à leitura, à reflexão e à escrita, tudo coisas que eu adoro fazer e para as quais nem sempre encontro o tempo necessário.
Dito isto, e porque o tempo está cinzento e de chuva, aqui fica uma sugestão de leitura de um livro divertido, que ajudará, decerto. a que, pelo menos durante umas horas, esqueçam as agruras do tempo e as dificuldades do quotidiano.
A leitura de "Gato Fedorento - O Blog", escrito numa época em que, a meu ver, os Gatos tinham mais piada do que têm hoje, terá ainda a vantagem adicional de vos fazer rir, coisa que, além de uma excelente terapia para ajudar a resolver problemas, faz extremamente bem à saúde.
Por isso, aqui fica a sugestão, com um pedido:
Leiam, divirtam-se e riam muito, que é o melhor que vos posso desejar, num dia que, não convidando ao passeio pelas ruas, nos incentiva à leitura, à reflexão, e ao reforço das asas do nosso pensamento...
Bom fim-se-semana.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CÃO SPORTINGUISTA...


Um grande amigo, benfiquista, naturalmente, fez-me chegar esta anedota, por mail, que não resisto a publicar aqui.
O cão que surge na imagem, não é um "Terrier", mas um "Golden Retriever", numa homenagem ao meu falecido Bethoven, um cão inteligente, como poucos, com a diferença de que era, como o dono, um benfiquista de alma e coração.
Daí que, na imagem, o Bethoven apareça doente, só de ouvir falar na possibilidade de um cão, inteligente, ter optado por ser sportinguista.
Brincadeiras à parte, aproveito para desejar a todos os meus amigos, sportinguistas incluídos, como é lógico, um excelente fim-de-semana prolongado.

Um homem tomava um copo com um amigo num bar e contava-lhe o quão satisfeito estava com o seu cão:
- É pá! O meu cão é mesmo inteligente. O bicho tem os mesmos sentimentos de um ... ser humano...
- Tens um cão? De que raça é?
- É pequenito, pá. É um "Terrier".
- Então e é inteligente porquê?
- Ó pá, o cão vibra com o futebol tal como eu... Quando estou a ver os jogos do Sporting, ele senta-se na sala e vê os jogos todos.
- E então?
- Sabes pá? Quando o Sporting empata, o cão sente... Fica tristonho e cabisbaixo. Mas o pior é quando o Sporting perde... O cão começa a ganir e vai para a varanda.
- Então e quando o Sporting ganha?
- É pá!!! Também não tenho o cão assim há tanto tempo.

TUDO SE PAGA...


Educado no seio de uma família católica e temente a Deus, desde criança que me habituei a ouvir a expressão "tudo se paga...".
Contudo, as vicissitudes da vida têm-me feito duvidar, por diversas vezes, da veracidade dessa grande máxima familiar, até porque ela releva do domínio da crença, da qual me afastei, progressivamente, com o decorrer dos anos, por razões que não vêm ao caso.
Os que se dão ao trabalho de ler o que aqui escrevo saberão que, não tenho por hábito abordar questões relacionadas com a minha intimidade, e assim pretendo continuar, até porque estes escritos têm como única pretensão permitir que os meus netos possam saber, se nisso tiverem interesse, quem era o avô, sem terem de recorrer a intermediários.
Dito isto, venho, com este escrito, abrir uma pequena excepção, para dizer que, notícias recentes me fizeram voltar a reflectir sobre aquela máxima familiar, tão do agrado da minha mãe e da minha avó, para além de me darem motivo para passar a acreditar, um pouco mais, na justiça portuguesa.
Sem entrar em pormenores desnecessários, direi apenas que, sob a recomendação de um falso amigo, que conhecia há muito, me vi envolvido num processo kafkiano, cujos danos me tenho esforçado por limitar e gerir, com enormes consequências na minha vida profissional e pessoal.
Contra mim, em todo esse processo, tenho o facto de ter sido ingénuo e ter acreditado em falsos amigos, sem cuidar de obter mais informações sobre o que me diziam, o que na minha idade é imperdoável e constituiu uma lição que não mais esquecerei, um erro que gostaria de não ver repetido pelo meu filho, nem pelos meus netos.
Quando começava a desesperar, quanto à possibilidade de esse conjunto de piratas pagar, minimamente, por tudo o que tem feito, eis que tomo conhecimento de que alguns desses meliantes se encontram, finalmente, a contas com a justiça.
Não sei se o que se está a passar contribuirá, ou não, para me ajudar na resolução de alguns problemas, ainda pendentes, mas sinto-me satisfeito, por ver que, afinal, ainda existem razões para não deixar de acreditar na Justiça.
E ás minha minhas queridas e saudosas Mãe e Avó Rogelia, onde quer que estejam, quero dizer que voltei a recordar os seus ensinamentos, com esperança renovada.
Quem sabe se, como me diziam, afinal "tudo se paga..."