segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

AS REGRAS DOS HOMENS...


Este é o texto de uma mensagem de correio electrónico que recebi, do meu filho, e que, pela sua imensa graça, não resisto a partilhar.
Na verdade, depois de receber, inúmeras vezes, "As Regras das Mulheres", é tempo de das a conhecer as regras dos homens.
Por respeito ao autor, cujo nome desconheço, optei por dar a conhecer o texto tal como o recebi, em inglês.
Divirta-se...


The Man Rules
At last a guy has taken the time to write this all down

Finally , the guys' side of the story.
( I must admit, it's pretty good.)
We always hear " the rules"
From the female side....

Now here are the rules from the male side.

These are our rules!
Please note.. these are all numbered "1 "
ON PURPOSE!


1. Men are NOT mind readers.
( FIRST & FOREMOST RULE)

1. Learn to work the toilet seat.
You're a big girl. If it's up, put it down.
We need it up, you need it down.
You don't hear us complaining about you leaving it down.

1. Sunday sports, It's like the full moon
or the changing of the tides.
Let it be.

1.. Crying is blackmail.

1. Ask for what you want.
Let us be clear on this one:
Subtle hints do not work!
Strong hints do not work!
Obvious hints do not work!
Just say it!

1. Yes and No are perfectly acceptable answers to almost every question.

1. Come to us with a problem only if you want help solving it. That's what we do.
Sympathy is what your girlfriends are for.

1. Anything we said 6 months ago is inadmissible in an argument.
In fact, all comments become Null and void after 7 Days.

1. If you think you're fat, you probably are.
Don't ask us.

1. If something we said can be interpreted two ways and one of the ways makes you sad or angry, we meant the other one

1. You can either ask us to do something
Or tell us how you want it done.
Not both.
If you already know best how to do it , just do it yourself.

1. Whenever possible, Please say whatever you have to say during commercials..

1. Jan van Riebeeck did NOT need directions and neither do we.

1. ALL men see in only 16 colors, like Windows default settings.
Peach, for example, is a fruit, not A color. Pumpkin is also a fruit. We have no idea what mauve is.

1. If it itches, it will be scratched.
We do that.

1. If we ask what is wrong and you say "nothing," We will act like nothing's wrong.
We know you are lying, but it is just not worth the hassle..

1. If you ask a question you don't want an answer to, Expect an answer you don't want to hear.

1. When we have to go somewhere, absolutely anything you wear is fine... Really .

1. Don't ask us what we're thinking about unless you are prepared to discuss such topics as Rugby
or Cricket or Motorsports.

1. You have enough clothes.

1. You have too many shoes.

1. I am in shape. Round IS a shape!

1. Thank you for reading this.
Yes, I know, I have to sleep on the couch tonight;
But did you know men really don't mind that? It's like camping.

Pass this to as many men as you can - to give them a laugh.

Pass this to as many women as you can - to give them a bigger laugh.

domingo, 12 de dezembro de 2010

ESTUDOS DE OPINIÃO?


"FMI, volta, estás perdoado."
Foi este o título escolhido pelo semanário Expresso, para nos apresentar as conclusões do inquérito da Eurosondagem, para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, realizado entre os dias 2 e 7 deste mês.
As perguntas, colocadas aos inquiridos, foram as seguintes:
1. Acha que Portugal vai ter que pedir ajuda à União Europeia e ao FMI, para enfrentar a actual crise?
2. Portugal deve pedir ajuda internacional ou resolver os seus problemas internamente?
3. A ajuda internacional pode ajudar-nos a sair mais rapidamente da crise?
4. A situação do país ficará melhor, ou pior, com a ajuda internacional?
5. Portugal devia sair da zona euro e voltar a ter moeda própria?
Das 1.310 tentativas de entrevistas, foram validadas 1.032, porquanto 21,2% dos inquiridos não aceitaram colaborar neste estudo de opinião, como se pode ler na ficha técnica.
Através da leitura do jornal, ficamos a saber que 46,4% dos inquiridos é favorável ao pedido de ajuda, sugerido na primeira pergunta, percentagem que passa a 47,1% na resposta à segunda.
Ou seja, 0,7% dos inquiridos acham que devemos pedir ajuda a uma outra entidade, que não o FMI ou a União Europeia. Talvez estivessem a pensar no Banco Mundial...
Já quanto às terceira e quarta perguntas, verifica-se que 50,1% dos inquiridos entende que, ajudado, o país sairá mais rapidamente da crise, sendo 50,8% de opinião que a situação do país ficará melhor, se recorrer à ajuda internacional.
Ou seja, numa interpretação directa dos resultados, apesar de mais de 50% dos inquiridos entenderem que Portugal sai mais rapidamente da crise, e fica melhor, se ajudado internacionalmente, apenas 47,1% acham que o país deve pedir ajuda.
Convenhamos que parece existir alguma incoerência entre as respostas, que não vejo retratada nas conclusões...
E sem pretender ser desmancha prazeres, ou contrariar os adeptos da vinda do FMI, atrevo-me a perguntar se todos os inquiridos teriam noção das implicações subjacentes ás perguntas que lhe foram colocadas.
E porque sou um céptico e entendo que é preciso ter muito cuidado com as conclusões destes estudos de opinião, sobre matérias tão sensíveis, permito-me sugerir que a Eurosondagem contacte os mesmos entrevistados e os convide a responder, apenas, a três perguntas:
1. Sabe o que é o Fundo Monetário Internacional?
2. Conhece as exigências do FMI, para intervir na Grécia e na Irlanda? Gostaria de as ver aplicadas a Portugal?
3. Em que medida considera que um pedido de ajuda, ao FMI, melhoraria a situação do país?
Que me perdoem, se estou enganado, mas só depois de conhecer o resultado das respostas, dos mesmo entrevistados, a estas perguntas, é que acreditarei que, como nos diz o Expresso, os "portugueses dizem que José Sócrates deve recorrer à ajuda externa e que o Fundo Monetário Internacional é bem-vindo".
Até que isso suceda, a minha conclusão não pode deixar de ser diferente...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CORRUPTOS, NA TERCEIRA PESSOA...


Informa-nos o Barómetro Global da Corrupção, da organização não governamental Transparência Internacional, que 83% dos portugueses são de opinião que a corrupção aumentou, em Portugal, nos últimos três anos, contra apenas 3% que consideram que terá havido uma redução.
Curiosamente, apenas em quatro dos países incluídos no Barómetro, Papua New Guinea, Roménia, Senegal e Venezuela, a percentagem de inquiridos que acredita no aumento da corrupção, se revelou superior aos 83%.
O Barómetro (http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/gcb/2010), apresenta conclusões interessantes, das quais me permito destacar que, "8 em cada 10 inquiridos pensa que os partidos políticos são corruptos, ou muito corruptos, enquanto metade deles considera que a acção do seu governo para parar a corrupção é ineficaz".
Uma outra conclusão, não menos importante, é a de que "nos últimos 12 meses, um em cada quatro dos entrevistados afirmou ter subornado uma de nove instituições e serviços, em áreas como a saúde, a educação, ou autoridades fiscais".
Relativamente aos 24 países europeus analisados, verifica-se que 73% dos cidadãos considera que a corrupção aumentou, nos últimos três anos, enquanto na América do Norte essa percentagem é de 67%.
Para os portugueses, e segundo o mesmo inquérito, partidos políticos, parlamento, empresas e poder judicial, por esta ordem, lideram a lista dos sectores mais afectados pela corrupção, seguindo-se, ao mesmo nível, a polícia e os funcionários públicos.
De realçar que, apenas 10% dos portugueses inquiridos consideram eficaz a acção do Governo, na luta contra a corrupção, contra 75% que a qualificam de ineficaz.
Se se tratasse de matéria menor, a conclusão, simplista, a tirar seria a de que a maioria da população mundial acha que cada vez há mais gente a "gamar", pela via do suborno. E que uma esmagadora maioria dos portugueses considera ter aumentado o número de compatriotas que se dedicam a essa actividade.
Mas o assunto é sério e merecia, a meu ver, uma análise mais aprofundada, e um tratamento noticioso mais cuidado, embora não esteja convencido que isso venha a suceder...
E porque não sou entendido nestas matérias e recuso as análises demasiado simplistas, sobre um assunto tão complexo, limito-me a deixar umas perguntas, que me ocorreram após a leitura do estudo:
Quantos serão, dos 83% de portugueses que acreditam que a corrupção aumentou, os que se baseiam em experiência própria? E, desses, quantos denunciaram a situação?
Ou será que a sua opinião se baseou, apenas, no que ouvem dizer?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DITOS E MEXERICOS, DIPLOMÁTICOS


A divulgação dos conteúdos de telegramas diplomáticos, pela Wikileaks, tem sido o centro das atenções mediáticas e causado diversos embaraços.
Mas mais do que comentar a decisão de Julian Assange, penso que importa reflectir sobre as consequências da sua atitude, que tem merecido os mais diversos comentários na comunicação social e deixou diversas diplomacias ocidentais em polvorosa.
Na verdade, e a menos que me tenha escapado alguma notícia verdadeiramente importante, aparte umas quantas considerações menos abonatórias acerca de alguns lideres mundiais, o conteúdo dos telegramas não contém nada de verdadeiramente importante, ou comprometedor, no que respeita à actividade diplomática dos EUA.
E quem esperava grandes divulgações, em matéria de segurança e espionagem, tem motivos para ficar decepcionado, digo eu.
Até no que respeita ás considerações menos abonatórias sobre alguns lideres europeus, não se pode dizer que existam grandes novidades, já que o conteúdo dos telegramas se limita a reflectir o que pensa a grande maioria dos cidadãos sobre os sujeitos.
Ou será que, para dar apenas um exemplo, depois de tudo a que temos assistido, alguém discorda da falta de criatividade da senhora Merkel e da sua incapacidade para decidir, rápida e adequadamente, em momentos de crise?
Porque se trata de telegramas diplomáticos, atrevo-me a dizer que, o mais chocante, pelo menos para muitos portugueses, terá sido o facto de a linguagem utilizada ter muito pouco que ver com os punhos de renda que associamos, por norma, aos diplomatas. Mas quanto ao resto, nada de anormal.
Em termos de importância, tudo leva a crer que a montanha pariu um rato e aquilo que o Wikileaks publicou, e continuará a publicar, não passa de ditos e mexericos, diplomáticos...