segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PORTUGUÊS TRAIÇOEIRO...


Nada como começar a semana com alegria e boa disposição.
Por isso resolvi partilhar, aqui, esta anedota, que me fez rir a bom rir , sobre as confusões a que se presta esta nossa língua portuguesa.
Como diria o Herman, "é muito traiçoeira"...
Boa semana para todos!

A Língua Portuguesa é difícil.....até para fazer amor!

AMÁ-LA ou AMAR-TE?

O marido, ao chegar em casa, no final da noite, diz à mulher que já estava deitada :
- Querida, eu quero amá-la.
A mulher, que estava dormindo, com a voz embolada, responde:
- A mala... ah não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas.
- Não é isso querida, hoje vou amar-te.
- Por mim, você pode ir até Júpiter, Saturno e até à merda, desde que me deixe dormir em paz

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

OXALÁ ESTEJA ENGANADO...


A avaliar pelas notícias, os portugueses vão passar um mau bocado, pelo menos até 2012.
Não sei, confesso, se seria possível encontrar soluções substancialmente diferentes daquelas que, inevitavelmente, acabarão por ser aprovadas, mas tenho para mim que, nas actuais circunstâncias, as soluções do PSD, se fosse governo, não seriam radicalmente diferentes daquelas que o Governo acabou de anunciar.
O futuro poderá vir a demonstrar que estou enganado, mas até lá continuarei a basear-me na práxis do PSD, quando no Governo, sem esquecer o enquadramento comunitário a que temos de nos sujeitar.
Seja como for, o que me parecia dispensável era toda a barafunda que se gerou, em torno da aprovação do Orçamento, desde o final do verão, quando todos sabemos que Portugal não se pode dar ao luxo de não aprovar o Orçamento de Estado e que as medidas nele contidas têm de estar em consonância com as exigências de Bruxelas.
Tudo o resto é política, no pior sentido do termo, ou, se preferirem, politiquice.
PSD e PS deram de si uma triste imagem, interna e externamente, sem que algum deles me pareça poder vir a beneficiar muito com isso. E é pena...
Aguardemos, pois, o início do processo de discussão, no Parlamento, não pela incerteza quanto ao resultado final, mas para avaliarmos o comportamento dos dois principais partidos portugueses.
Se optarem por prosseguir o processo de dramatização excessiva, a que temos assistido, estou em crer que isso não só não lhes trará qualquer benefício, como as sondagens parecem indicar, como acabará por ter um impacto extremamente negativo junto dos mercados internacionais, com particular realce para o da dívida pública.
Isto para não falar da péssima imagem que damos do país, para o exterior.
Mas, dito isto, não posso deixar de me interrogar até que ponto estará a União Europeia disposta a esticar a corda, nas exigências que faz aos países economicamente mais frágeis?
E nem sequer me refiro à questão da coesão social, nobre propósito que se evaporou logo no início da crise, mas apenas ao agravamento dos problemas e tensões sociais, resultantes da aplicação das medidas de austeridade impostas ás populações das economias mais frágeis.
E se houver por aí algum colega meu, economista, que se dê ao trabalho de ler estas humildes linhas, grato lhe ficaria que me explicasse qual a fundamentação económica, rigorosa, que levou a que se estabelecesse a necessidade de o défice público não ultrapassar os 3% do PIB, ou de a dívida pública não poder ultrapassar os 60% do PIB, e que obriga a que esse desequilíbrio tenha de ser corrigido num curto espaço de tempo, num contexto de grave crise mundial e perante os estragos sociais a que estamos a assistir.
Será ignorância minha, mas quer-me parecer que estamos perante um caso em que a economia está ao serviço da política, com uma relação custo/benefício extremamente desigual, para as partes envolvidas...
Portugal tem desequilíbrios que precisa corrigir, tal como sucede com outras economias da União Europeia, e é preciso encetar um processo, sério, nesse sentido. Mas precisa de tempo, tal como outros países, para que essas correcções se possam fazer sem provocarem graves problemas e tensões sociais.
A continuarmos assim, ou muito me engano ou a corda vai acabar por partir.
Como sempre, quebrará pelo lado mais fraco, mas dificilmente os mais fortes, que estão a impor a prossecução destas políticas, terão motivos para se regozijar...
Para bem de todos, oxalá eu esteja enganado.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SINGELA HOMENAGEM


Passou mais de um mês sobre o aniversário do meu filho e só agora consegui descarregar as fotos de mais um dia maravilhoso, uma data que me faz sentir, sempre, o homem mais feliz do Mundo.
Embora com atraso, aqui fica uma fotografia como recordação e agradecimento à mãe, que me deu o meu bem mais precioso, e ao meu filho, que eu adoro, e que tantas alegrias me tem dado.
É a minha singela, mas sentida, homenagem, com o meu muito obrigado, aos dois, fazendo votos para que possamos continuar a comemorar muitos, e bons, dias 24 de Agosto.
Bem Hajam !

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A CRISE, ESSA MAGANA...


Por estes dias, por motivos óbvios, ou nem tanto, duas palavras marcam a actualidade nacional: Orçamento e Crise.
O Orçamento, essa coisa que a grande maioria dos portugueses aprendeu a odiar, embora não lhe conheça o significado, digo eu, porque se tornou sinónimo, nos últimos tempos, de más notícias.
E todos sabemos como as más notícias nos ajudam a descarregar a bílis, exercendo um papel anti-depressivo que supera, amplamente, o da maioria dos fármacos existentes no mercado, com a mesma finalidade. Sobretudo quando dizem respeito aos outros...
As más notícias sobre o Orçamento saem mais caras aos contribuintes, embora desapareçam rapidamente, mas o seu efeito purgativo é, inequivocamente, superior ao de um simples aumento do preço dos combustíveis. São mais debatidas e ajudam a atenuar os desequilíbrios financeiros de vários órgãos de comunicação social...
Já a Crise, essa, tem carácter permanente, tendo-se tornado uma figura obrigatória, no quotidiano dos portugueses, desde que, naquela bela madrugada de Abril, corria o ano de 1974, os militares fizeram o favor de nos devolverem o direito de nos expressarmos livremente.
Desde então, a Crise, essa magana, nunca mais deixou de nos apoquentar.
Ora se instala nas instituições, nos partidos políticos, nos valores, ora invade o sistema e pula, despudoradamente, da política para a economia, sem olhar a sectores. Mas quando chega à economia, aí é que são elas...
Como diria um amigo meu, algarvio, essa filha de uma magana, que não nos dá um minuto de descanso, quando chega à economia estraga tudo!
Como poderão imaginar, se a coisa já fica tremida com a Crise, quando se lhe junta o Orçamento, esse palavrão que os economistas inventaram para complicar, ainda mais, a vida das pessoas,(ou terão sido os contabilistas?), temos o caldo entornado.
Sim, que sem essa coisa do Orçamento, não haveria défice e sem défice podíamos todos gastar à vontade, incluindo o Estado, e viveríamos felizes para sempre.
Bem, felizes é uma força de expressão, não só porque a felicidade absoluta não existe, mas também porque temos a magana da Crise sempre a apoquentar-nos.
Mas enfim, sempre era menos um problema...
Sucede é que o País está confrontado com uma grave Crise, acentuada pela necessidade de equilibrar o Orçamento, e isso é mais do que suficiente para que os portugueses estejam preocupados, o que ajuda a explicar o facto de surgirem, nos meios de comunicação social, diversas pessoas, com as mais diferentes formações, raramente em Economia, a comentarem a situação, e os seus efeitos.
Pessoas essas que, é claro, raramente ousam propor quaisquer medidas para solucionar os problemas, até porque corriam o risco de se enganarem, coisa que seria, naturalmente, imperdoável.
Ficando-se pela crítica, não propondo nada, nunca se enganam, nunca erram, e isso permitir-lhes-à continuar a opinar em crises futuras, sem terem que se sujeitar a essa coisa maçadora que é a crítica...
Afinal, de economista, tal como de poeta e louco, parece que todos temos um pouco, e para falar de Crise, Orçamento e Economia, nada como a experiência, que é a mãe de todas as coisas...
E eu, que me sinto, várias vezes, incomodado com a ligeireza do que oiço, e leio, sobre o tema, fico perplexo e triste.
É que ninguém me explicou, atempadamente, que, em Portugal, quando se trata de discutir a Crise, o funcionamento da Economia, ou o Orçamento de Estado, ter formação específica nessas matérias só atrapalha...