terça-feira, 7 de setembro de 2010

VINCERE


Ontem foi dia de cinema.
O filme Vincere, do realisador italiano Marco Bellocchio, versa o tema da paixão de Ida Dalser por Benito Mussolini, a ponto de vender os seus bens para financiar a carreira política do futuro ditador, e o modo como viria a ser abandonada e perseguida pelo ex-amante, após a sua ascensão ao poder, culminando no seu internamento compulsivo, como demente.
Desse relacionamento nasceu um filho, Benito Albino Mussolini, igualmente abandonado e rejeitado pelo pai, que viria a ser retirado aos cuidados da mãe, dado como órfão, e que acabaria, também ele, por ser internado num hospício, até à sua morte, por insistir em afirmar a sua condição de filho do ditador.
Um excelente filme, que trata de um assunto que me era completamente desconhecido.
Como diz o povo, vivendo e aprendendo...
E quando se tem a oportunidade de aprender, como eu tive, através de uma fascinante obra cinematográfica, que inclui algumas imagens da época, a satisfação é ainda maior.
Assim, vale a pena ver cinema!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O GRITO DO IPIRANGA


Amanhã celebra-se o Dia da Independência do Brasil, data em que o príncipe regente, D. Pedro terá gritado, junto à margem do rio Ipiranga, "Independência ou Morte", corria o ano de 1822.
Entretanto, a Editora Nova Fronteira acaba de lançar um novo livro de Laurentino Gomes, intitulado 1822, que vem na sequência da obra 1808, que retratava a fuga da família real portuguesa para o Brasil.
O 1822, que acabei de adquirir e tenciono começar a ler hoje mesmo, se tiver a qualidade do 1808, terá sucesso garantido.
Vale referir que, Carlos Magno, um dos grandes jornalistas portugueses, que é também professor, se referiu à nova obra de Laurentino Gomes, dizendo que se trata de "um livro que ajuda a explicar as raízes comuns de brasileiros e portugueses", o que é mais do que suficiente para me aguçar o apetite pela sua leitura.
Num momento em que as relações entre portugueses e brasileiros são, tantas vezes, marcadas pelo preconceito, sem sentido, e pelo mútuo desconhecimento da realidade de cada um dos países, e dos seus povos, quase me atrevo a sugerir que estas duas obras, de Laurentino Gomes, deveriam ser de leitura obrigatória.
Na impossibilidade de conseguir tal desiderato, aqui fica a minha recomendação.

COMECE A SEMANA A RIR...


Desde há uns anos que, sempre que dou uma saltada até uma livraria, acabo por comprar um, ou mais, livros de humor, cuja leitura muito tem contribuído para me ajudar a ultrapassar vários momentos em que a minha disposição não é a melhor.
Recentemente, num desses momentos de prazer que é a visita a uma livraria, adquiri o Livro 3 de "Piadas Para Sempre", que integra a Colecção L&M Pocket, a maior colecção de livros de bolso do Brasil.
E devo confessar que em boa hora o fiz, atendendo aos momentos de riso e boa disposição que a sua leitura me proporcionou.
Como nos recorda Toninho Mendes, no seu prefácio a este livro, "os defeitos e as fraquezas dos homens estão na origem de todas as piadas", e talvez seja esse o motivo pelo qual podem constituir uma excelente terapêutica contra os problemas do quotidiano.
E porque o mundo já tem desgraças e problemas de sobra, achei por bem sugerir-vos a leitura deste livro, do qual não resisto a reproduzir uma das muitas piadas que o autor quis partilhar connosco.
Faço notar que, por respeito ao texto original, reproduzo a piada em português do Brasil, como não poderia deixar de ser.
Pareceu-me ser uma boa forma de iniciar uma nova semana, que desejo possa ser excelente para todos, embora, no meu caso, esteja associada a um mês que, desde há longos anos, nunca me traz boas recordações. Mas a vida é assim mesmo...

O ANÔNIMO

Explicava a professora:
- Anônimo é aquele que quer permanecer oculto. Que, às vezes, quer fazer uma crítica, digamos, mas não quer que ninguém saiba quem é ele.
Nisto, uma voz fanhosinha lá do fundo, bem indefinida, ecoa por toda a sala:
-Fala, débil mental!
-Quem disse isto? - perguntou a professora enfezada.
E a mesma voz lá no fundo:
-Um anônimo!

sábado, 4 de setembro de 2010

BREVES


-José Torres, o Bom Gigante, será sempre lembrado por todos os benfiquistas e desportistas portugueses. Para a família, enlutada, aqui ficam os meus sentidos pêsames.

-O empate da selecção nacional, contra o Chipre, 4-4, deveria envergonhar jogadores, técnicos e dirigentes. Nada serve de desculpa para o que se passou e a fraca presença do público deveria fazer reflectir os responsáveis.
É urgente a marcação de eleições para a Federação Portuguesa de Futebol.

-Conhecida a sentença do caso Casa Pia, o assunto está longe de estar encerrado. Qualquer que venha a ser a decisão final, este é um caso de onde ninguém sai bem e que em nada contribuiu para fortalecer a Justiça portuguesa, junto da opinião pública.

-Ao decidir não inscrever Mantorras na Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o Benfica pôs termo a uma das situações mais incompreensíveis da história do futebol português. Seria desejável que as partes pudessem, agora, de forma amigável, colocar um ponto final no contrato, que só termina no final desta época desportiva, evitando prolongar uma situação embaraçosa para ambos.