segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O 5 DE OUTUBRO



Pouco passava das 8:30h, no dia 5 de Outubro de 1910, quando Portugal deixou de ser uma monarquia.
Depois de içada a nova bandeira, no Castelo de São Jorge, em Lisboa, a República foi proclamada, por José Relvas, na varanda do edifício onde está instalada a Câmara Municipal, pondo termo a um regime monárquico, parlamentar.
Esta madrugada, o movimento Causa Real hasteou a bandeira azul e branca, acima reproduzida, símbolo da monarquia, para assinalar a data.
Vão longe, felizmente, os radicalismos que marcaram os conflitos entre Monárquicos e Republicanos, e estou em crer que não serão muitos os portugueses que gostariam de ver alterado o regime.
Mas considero incompreensível que a Câmara Municipal tenha mandado retirar a bandeira, da sede da Causa Monárquica, há um ano, evocando regulamentos camarários.
A querela á volta da bandeira não faz sentido e até eu, que sou republicano, não deixo de admitir que assiste alguma razão aos que gostariam que fosse efectuado um plebiscito e se desse ao povo português o direito de escolher...


domingo, 4 de outubro de 2009

BRASIL



Com a vitória do Rio de Janeiro, como cidade organizadora dos Jogos Olímpicos de 2016, não são só os cariocas que estão de parabéns. É todo o Brasil, e a América Latina.
Mas, perdoem-me a ousadia, a meu ver, porque em português nos entendemos, esta é, também, uma vitória de todos os que se exprimem na língua portuguesa e, por isso mesmo, uma vitória de Portugal e da Lusofonia.
Sei que muitos amigos brasileiros receiam que os Jogos constituam mais uma oportunidade para enriquecer uns quantos, desbaratando recursos em obras que não terão utilidade futura, como sucedeu com os jogos Pan-Americanos, mas quero acreditar que desta vez será diferente.
Os Jogos serão, acredito, mais um grande momento de consagração do Brasil, como grande potência mundial, lugar que ocupa de pleno direito.
O Brasil já assume papel de relevo no G20, é expectável que venha a tornar-se membro do Conselho de Segurança da ONU, a curto prazo, a economia brasileira recupera da crise mais rapidamente do que a maioria das restantes, e o país organizará o Campeonato do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016, os dois mais importantes eventos desportivos mundiais.
Como português, só posso ficar feliz com esta afirmação internacional do Brasil, um país extraordinário, com um extraordinário povo. E o peso, crescente, da colónia imigrante brasileira em Portugal, ajudará, não tenho dúvida, a aproximar, ainda mais, os nossos países, e nós, portugueses, só teremos a ganhar com isso.
E eu que, na verdade, me sinto luso-brasileiro, regozijo-me com o sucesso do Brasil e "torço para que tudo dê certo".
D. Pedro I, o primeiro luso-brasileiro da história, deve estar feliz...

A LETRA F


Um homem chega ao restaurante, senta-se e, acenando com o braço, diz:
Faz favor: frango frito, favas, farinheira...
- Acompanhado com quê? Feijão.
- Deseja beber alguma coisa? Fanta fresca.
- Um pãozinho antes da refeição? Fatias fininhas.
O empregado anota o pedido, já meio intrigado: "o tipo fala tudo com F's!"
Depois do homem terminar a refeição, o empregado pergunta-lhe:
- Vai querer sobremesa? Fruta.
- Tem alguma preferência? Figos.
Depois da sobremesa, o empregado:
- Deseja um café? Forte. Fervendo.
Quando o cliente termina o café:
- Então, como estava o cafézinho? Frio, fraco. Faltou filtrar formiguinha flutuando.
Aí o empregado pensa: "Vamos ver até aonde é que ele vai".
- Como é que o senhor se chama?- Fernando Fagundes Faria Filho.
- De onde vem? Faro.
- Trabalha? Fui ferreiro.
- Deixou o emprego? Fui forçado.
- Por quê? Faltou ferro.
- E o que é que fazia? Ferrolhos, ferraduras, facas... ferragens.
- Tem um clube favorito? Fui Famalicense.
- E deixou de ser porquê? Futebol feio, farto.
- Qual é o seu clube, agora? Farense.
- O senhor é casado? Fui.
- E sua esposa? Faleceu.
- De quê? Foram furúnculos, frieiras... ficou fraquinha... finou-se.
O empregado de mesa perde a calma:
- Olhe! Se você disser mais 10 palavras começadas com a letra F... não paga a conta. Pronto!
- Formidável, fantástico. Foi fácil ficar freguês falando frases fixes.O homem levanta-se e dirige-se para a saída, enquanto o empregado ainda lança:
- Espere aí! Ainda falta uma!
O homem responde, sem se virar:
Faltava.

AUSÊNCIA

De vez em quando, as minhas hérnias resolvem acordar e meter-se comigo.
Eu bem procuro fazer com que não se irritem muito, mas elas possuem vontade própria...
Como falar de doenças não é o meu forte, e nem sequer gosto de lhes dar confiança, esta menção serve, apenas, para justificar este, pequeno, período de ausência.
Como diria um amigo meu, "isto dá forte, mas passa depressa".