terça-feira, 4 de agosto de 2009

CONTUNDENTE



José Veiga deu uma longa entrevista ao jornal Record, publicada no passado dia 1, na qual faz um conjunto de acusações a Luís Filipe Vieira.
Afirmando que o presidente da direcção de Benfica está agarrado ao poder, Veiga entende que "Rui Costa é usado e vai ser deitado fora", e que, "ao lado de Vieira, Vale e Azevedo é um aprendiz".
Contundente, José Veiga diz que é sócio do Benfica desde Fevereiro de 2004, não sabendo porque só foi registado em Outubro, uma vez que pagou as quotas correspondentes, e faz uma afirmação surpreendente, embora não explicada, quando diz que tem "muitas dúvidas no número de sócio que tem actualmente Vieira"...
Na entrevista, ficam claras as suas aspirações a futuro presidente do Benfica, mas não deixa de ser curiosa, ou talvez não, a sua afirmação de que não foi, e não é, oposição, mas não pode ficar calado...

QUEM TE AVISA...



Interessante a entrevista que Jaime Pacheco deu ao jornal Record, publicada no dia 2 de Agosto.
De partida para a Arábia Saudita, para treinar o Al Shabab, Pacheco falou da sua carreira e da sua, difícil, passagem pelo Belenenses.
A determinado passo, afirmou:
"(...)Hoje é um clube adiado. É uma grande propriedade, mas loteada, isto é, com muitas quintinhas lá dentro. Enquanto não acabarem com isso, o Belenenses vai sentir muitas dificuldades.(...)".
Desconheço o que se passa no Belenenses, mas a verdade é que, já por duas vezes, o clube foi salvo da descida de divisão na secretaria...
Os seus dirigentes fariam bem em dar ouvidos a Jaime Pacheco, a quem desejo as maiores felicidades.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

NO CAMINHO CERTO



Tres torneios e outras tantas vitórias, com muito bom futebol á mistura.
Assim é o Benfica, orientado por Jorge Jesus.
A equipa defende bem, sabe ocupar os espaços, as compensações são bem feitas, e o futebol surge alegre, rápido, como há muito se não via.
Jeus não pára quieto, orienta, corrige, trabalha.
Bem sei que estamos ainda no início, e que, como o treinador bem referiu, "não é como começa, o que importa é como é que acaba", mas os benfiquistas têm motivos para estar satisfeitos.
Este treinador e esta equipa merecem o apoio que estão a receber, e a nós cabe-nos continuar a apoiar.

domingo, 2 de agosto de 2009

PAPELADAS...



Dizia-me um amigo meu, há tempos, que "temos a mania de juntar papelada, que esperamos poder ler mais tarde, o que acaba por nunca acontecer, mas, apesar disso, juntamos", o que não deixa de ter o seu fundo de verdade, no que me diz respeito.
Tenho por hábito não deitar fora, de imediato, jornais e revistas, pelo que me vejo obrigado a realizar, de quando em vez, verdadeiras sessões de limpeza, como foi o caso este domingo.
É um trabalho demorado, mas interessante, porquanto acabo, sempre, numa última vista de olhos, por encontrar um ou outro artigo de que já não me lembrava, ou me tinha passado despercebido.
Foi o caso de uma excelente crónica de Clara Ferreira Alves, na revista Única, do Expresso de 28 de Março, sob o título "Os gloriosos anos 50".
Na sua prosa clara, e fácil, Clara transportou-me para o velho bairro da Bica, onde moravam os meus avós paternos, onde nasceu meu pai, e onde passei parte dos meus tempos de criança.
Como tão bem relembra na sua crónica, os tempos eram outros, em que tudo se consertava, as tesouras, as facas, os chapéus-de-chuva, os sapatos...
O ardina, o sapateiro, o engraxador e o amolador eram figuras do quotidiano e na mercearia comprava-se o açúcar amarelo e uma posta de bacalhau demolhado, por dez tostões...
Recordo velhos pregões de Lisboa, com mulheres subindo a escadaria da Bica, enquanto anunciavam:
"Quem quer figos, quem quer almoçar?" ou, "olha a sardinha linda"...
Lembro o saco do pão, que o filho da Tia Maria Padeira deixava pendurado na porta, todas as manhãs e os caracóis, deliciosos, do Sr Manuel, que custavam 10 tostões, o prato...
E jogava-se á bola no Beco dos Arciprestes...
Tudo isso me fez recordar essa crónica, que também fala de outras coisas dos anos 50 que, entretanto, se perderam.
Com bem refere Clara Ferreira Alves, "os códigos de honra eram apertados e as pessoas davam a palavra. As mãos tinham a sua importância nos anos 50", e tiveram durante a maior parte da década de 60, acrescento eu, que nasci em 54.
"Muitos dos contratos de bairro entre o comerciante e o cliente começavam pela palavra de honra e um aperto de mão.", porque havia honra, e respeito pela palavra dada. Os códigos eram outros...
Como Clara também refere, " a vitimologia ainda não tinha sido inventada.Muito menos o reality show e a venda da dignidade." e, talvez também por isso, "não existiam lares de terceira idade. Nem creches."...
O mundo mudou, e a sociedade também, voltando a citar Clara, "andámos um longo caminho. E agora que perdemos tantas coisas, talvez fosse bom recuperar algumas. Respeitar mais as concretas mãos e menos o dinheiro abstracto".
Valeu a pena ter passado o domingo a arrumar a papelada...!